“Temos de conseguir um reconhecimento muito maior da nossa marca”

Por a 17 de Julho de 2019

FINERGE_LOGOA Finerge, empresa fundada em 1996 e segundo maior produtor de energia eólica do país, lançou a sua nova marca, “com vista a reposicionar-se para o crescimento”. Assinada pela designer Ana Cunha, o rebranding pretende  “espelhar o compromisso com a agenda do clima e com a ambição de crescimento” da empresa.  Pedro Norton, CEO da empresa, explica o motivo do rebranding.

 

Pedro Norton, CEO da Finerge

Pedro Norton, CEO da Finerge

 Meios&Publicidade (M&P): Ao fim de 23 anos, uma nova identidade. Porquê? O que é que pretendem transmitir?

Pedro Norton (PN): A Finerge é uma empresa ágil, moderna, inovadora e tem seguramente os melhores quadros a trabalhar no sector da energia renovável no país. Somos o segundo maior produtor de energia eólica do país. Somos, em valor de activos, em facturação, uma grande empresa a nível nacional. E somos, sobretudo, uma empresa comprometida a ajudar o país a atingir as metas de descarbonização que se propôs atingir. Julgo que a nossa imagem não transmitia plenamente esses valores, nem esse compromisso. Era preciso actualizá-la.

M&P: Com o rebranding pretendem, mais do que mudar o logo de uma empresa, criar uma marca. Em termos de comunicação, como é que esta mudança de posicionamento se vai materializar?
PN:
Mudámos várias coisas, lançámos um site novo, (www.finerge.pt) que nos aproximará mais dos nossos stakeholders, estamos mais activos nas redes, passámos a fazer uma comunicação contínua. Fazemos questão de estar presentes sempre que se discuta energia, o futuro do sector e a luta contra as alterações climáticas.
Neste ciclo de transformação também incluímos a mudança de sede. O local em que trabalhamos é uma componente muito relevante da nossa identidade corporativa. Além do mais sentimos a necessidade de preparar a empresa para a fase de crescimento que se avizinha. E queremos os colaboradores empenhados e motivados e é nosso dever dar-lhes as melhores condições de trabalho possível.

M&P:  Concluíram que a Finerge “não tem o reconhecimento na sociedade portuguesa que a sua dimensão justificaria”. O objectivo é que a empresa seja conhecida também junto do grande público? Em caso afirmativo, o que é que está a ser pensado?
PN: Somos uma empresa B2B e continuaremos a sê-lo. O nosso objectivo não é falar para o grande público. Mas, isto dito, somos uma grande empresa e uma das mais relevantes do sector. Temos de conseguir um reconhecimento muito maior da nossa marca, dos nossos valores, juntos dos nossos stakeholders. Acho que isso está já a ser conseguido e a mudança de marca vai densificar esse resultado.

M&P: Em Maio a Finerge anunciou ter assegurado um financiamento de 706 milhões de euros, mais 92 milhões de euros em linhas de crédito, para acelerar o seu crescimento, que passará também pela internacionalização. Mais uma vez em termos de comunicação, como é que a ambição de crescimento se vai traduzir?FINERGE 3

PN: Este financiamento mostra a confiança que as instituições financeiras têm no nosso business plan. É agora nossa responsabilidade mostrar, aos demais stakeholders e com os nossos colaboradores à cabeça, a coerência do caminho que nos propomos fazer. É também nossa responsabilidade prestar contas sobre a implementação do plano traçado. Vai ser preciso uma comunicação activa e próxima dando conta das nossas conquistas e do nosso crescimento.

M&P:  Quanto é que vão investir em comunicação este ano? E em 2020?
PN: Não comentamos valores de investimento.

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