Pedro Santos Guerreiro deixa direcção do Expresso

Por a 21 de Março de 2019

Pedro Santos GuerreiroPedro Santos Guerreiro, director do Expresso desde 2016 depois de em 2014 ter integrado o título como director executivo, deixou a direcção do semanário da Impresa. O cargo passará agora a ser assumido, de forma interina, por Ricardo Costa, director-geral de informação do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão. “Esta mudança acontece na sequência da decisão tomada entre a administração do grupo Impresa e Pedro Santos Guerreiro, que deixa assim o cargo de director do Expresso”, informa o grupo em comunicado, onde se refere que “Pedro Santos Guerreiro manterá uma ligação com o jornal, como colunista”.

“A nomeação de Ricardo Costa para assumir interina e transitoriamente a direcção do Expresso foi feita tendo em conta o conhecimento que tem do jornal (integrou a sua direcção entre 2009 e 2016), e pelo facto de as redações do Expresso e da SIC partilharem o mesmo espaço”, justifica o grupo no mesmo comunicado.

Numa nota interna enviada aos colaboradores, Francisco Pedro Balsemão deixou um agradecimento a Pedro Santos Guerreiro pela “lealdade, rasgo, combatividade e entrega ao Expresso e às suas causas e projectos, desde o Diário ao lançamento do saco de papel, e ainda a Tribuna e o 2:59”. “Agradecemos, em particular, o seu contributo para a digitalização do jornal e para o aumento da produtividade da redacção, que continuarão o seu curso”, sublinhou ainda o CEO da Impresa sobre a saída do profissional que, antes de integrar a direcção do Expresso, foi director do Jornal de Negócios, título do qual fez parte do grupo de elementos fundadores.

A saída de Pedro Santos Guerreiro da direcção surge um dia após ter sido avançada pelo jornal Público a demissão de Vítor Matos, editor de Política do Expresso, situação que o Conselho de Redacção do semanário da Impresa analisaria esta quinta-feira de manhã. Em causa terá estado, segundo o Público, a atribuição de um texto da newsletter matinal Expresso Curto a Vítor Matos depois de ter sido produzida por outros jornalistas a pedido de Pedro Santos Guerreiro na sequência de um esquecimento do editor. Vítor Matos estava no Expresso há cerca de um ano. Antes, foi também editor de política no Observador.

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