Como marcas e meios estão a apoiar as vítimas de Moçambique

Por a 25 de Março de 2019

moçambiqueO número de vítimas da passagem do ciclone Idai por Moçambique continua a ser actualizado. Fontes oficiais contabilizam até ao momento 446 mortos confirmados. Várias marcas e meios avançaram com iniciativas para apoiar as vítimas. Fique a par de alguns projectos ou donativos já conhecidos.

RTP. Mais de 40 artistas vão participar no espectáculo Mão Dada a Moçambique, que decorre a 2 de Abril, no Capitólio, em Lisboa, a partir das 21h e que terá transmissão através da RTP1 e da Antena 1. Os bilhetes já se encontram à venda. A RTP terá uma emissão especial ao longo do dia, abrindo às 10h as linhas para as chamadas de valor acrescentado. As receitas têm como beneficiárias a AMI, Cáritas Portuguesa, Cruz Vermelha Portuguesa, Médicos Sem Fronteiras, associação HELPO, Fundação Girl Move, ACRAS e Iris Relief.

Edição especial Visão. Trata-se de uma edição especial da Visão e das restantes 13 marcas do grupo Trust in News que custa 2,5 euros e tem uma tiragem de 50 mil exemplares. Todas as receitas serão entregues à missão da Cruz Vermelha Portuguesa em Moçambique. “Esta edição só foi possível graças à generosidade de 35 empresas e entidades, que se uniram a este projecto e contribuíram para pagar os custos de produção da revista, minimizados pelo apoio da Lisgráfica e da Vasp. Algumas prepararam mesmo publicidade específica para esta edição”, descreve a editora.

CTT. Os CTT – Correios de Portugal recebem até 8 de Abril roupas doadas para enviar para Moçambique. Em qualquer loja CTT, uma embalagem solidária para acomodar as doações e que o envio será realizado de forma gratuita para aquele país.  Só os trabalhadores dos CTT doaram cerca de 1,6 toneladas de roupa.

Gulbenkian. O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian decidiu doar 100 mil euros para a aquisição de medicamentos e outros consumíveis na área dos cuidados de saúde.

Galp. A Galp vai entregar bens de emergência à Cruz Vermelha para apoiar nas operações de socorro, no valor de 150 mil euros.

Caixa Geral de Depósitos, Fidelidade e Millennium BCP. A Caixa Geral de Depósitos, a Fidelidade e o Millennium BCP juntaram-se à Cruz Vermelha Portuguesa e à UNICEF Portugal para apoiar a população afectada pelo ciclone. Existem duas contas, uma na Caixa Geral de Depósitos para a Cruz Vermelha e outra no Millennium BCP para a UNICEF, para as quais qualquer cidadão pode fazer o seu donativo. A Caixa Geral de Depósitos, a Fidelidade e o Millennium BCP deram um contributo inicial de 150 mil euros, que será dividido em igual parte pelas duas organizações.

Futebol. A receita da venda de bilhetes para o jogo entre Vitória de Guimarães e Desportivo de Chaves, da 28.ª jornada da I Liga, vai reverter a favor das vítimas do ciclone. O jogo decorre no próximo fim-de-semana no Estádio D. Afonso Henriques. No dia 30 decorre um jogo solidário entre as equipas femininas do Sporting e do Benfica, no Estádio do Restelo, em Lisboa, com os bilhetes a custarem 2,5 euros. A TVI irá emitir o jogo, sendo que é a primeira vez será transmitido um dérbi Benfica-Sporting feminino num canal generalista.

Água de Monchique. A Sociedade da Água de Monchique decidiu assinalar o Dia Mundial da Água, entregando um donativo de cinco mil euros à Cruz Vermelha Portuguesa. “Elegemos o dia em que estamos a celebrar a Água, este recurso natural essencial à Vida, para sensibilizar toda a comunidade para a oportunidade que todos nós temos de, com o contributo individual, ajudar a minorar esta catástrofe. Mas queremos também deixar a todas as pessoas afectadas uma mensagem de esperança no futuro e no renascer destas comunidades”, comentou Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Sociedade da Água de Monchique.

Agência e empresas no terreno. A agência de Moçambique grOW está no terreno com os 3 sócios e um grupo de voluntários. Por exemplo, a Galp disponibilizou à agência uma carrinha de caixa aberta que possibilitou actuar numa série de pontos. A AB InBev bloqueou grande parte da comunicação, e doou esse valor para as vítimas. Assim como transformou todas as suas plataformas sociais para apoio, não fazendo qualquer comunicação de produto. O grupo JFS (Mitsubishi, Fuso, Jeep, Fiat e Alfa Romeu) disponibilizaram armazéns e logística.

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