Macau, China e países africanos na mira da Lusa para 2019

Por a 7 de Fevereiro de 2019

LusaArranca esta sexta-feira um novo site temático da Lusa, com conteúdos em português e chinês, no âmbito dos 40 anos das relações diplomáticas entre Pequim e Lisboa e dos 20 anos da transferência de administração do território. A par deste site temático, que evoca também os 70 anos da fundação da República Popular da China, a agência noticiosa portuguesa está a preparar uma conferência sobre as relações entre Portugal e China, que terá primeiro lugar em Lisboa no próximo mês de Abril, seguindo-se nova conferência em Macau no decorrer do segundo semestre deste ano.

Nicolau Santos, presidente do conselho de administração, explica que “2019 é um ano muito importante nas relações entre Portugal e a China” e a Lusa, “única agência de notícias estrangeira no território de Macau, não podia ficar alheada desses acontecimentos”. As iniciativas integram “uma estratégia de afirmação e de maior notoriedade da agência Lusa em Macau”, afirma o responsável, referindo que 2019 será um ano estratégico para avançar com estes projectos.

Numa altura em que são anunciadas estas iniciativas, Nicolau Santos aponta como um dos objectivos para este ano o aumento da produção noticiosa também nos países africanos de língua oficial portuguesa a par do reforço da presença na China. “Queremos aumentar a produção para os países africanos de língua portuguesa, porque entendemos que a nossa mais-valia enquanto agência internacional de informação – e o que nos distingue verdadeiramente da France-Presse, da Bloomberg ou de uma Reuters – é a nossa capacidade de dar informação sobre os países de língua portuguesa”, sublinha o presidente da administração da agência Lusa. “Pensamos que, ao aumentar a nossa produção nesses países e ao disponibilizá-la a entidades públicas ou privadas em Macau, interessadas nessa informação, contribuirá para um reforço da ligação de Macau com esses países, mas também com Portugal”, esclarece.

Ao nível da defesa da língua portuguesa, que consta do contrato-programa da Lusa com o Estado português, Nicolau Santos acrescenta a intenção de “defender o português nesses países, não só nos africanos como também no território de Macau e na China, portanto tentaremos contribuir, com estes acordos que estamos a fazer com entidades públicas ou privadas, para divulgar tudo o que sejam notícias fotos, áudios, vídeos e textos em português junto dessas comunidades”.

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