RTP encerra 2018 com resultado líquido estimado “próximo do zero”

Por a 10 de Janeiro de 2019

rtp sedeA estimativa de resultado líquido da RTP para 2018 “aponta para um valor próximo do zero”, revela o Conselho de Opinião da estação pública, comparando com a expectativa de um lucro de 1,6 milhões de euros previsto no Plano de Actividades de 2018. A informação consta de um documento emitido pelo Conselho de Opinião a que a agência Lusa teve acesso e onde o mesmo se debruça sobre o Orçamento e Plano de Investimentos 2019-2021 da estação pública.

Na área financeira, uma das recomendações do CO passa pela “resolução pelo accionista Estado do adiantamento de clientes de 150 milhões de euros realizado pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, por conta da alienação do Arquivo Audiovisual, assim como a realização da dotação de capital social no montante de 16,29 milhões de euros, que tem sido sucessivamente adiada”. Isto porque, considera-se, “a obtenção de um nível de capitais próprios mais adequado” permitiria “melhor responder aos desafios futuros de modernização e de oferta de conteúdos de qualidade”.

Ao nível da oferta de conteúdos, entre as recomendações do Conselho de Opinião consta “o rejuvenescimento da rádio pública quanto aos projectos, às colaborações e aos equipamentos, assumindo-se também como instrumento e meio de reforço da segurança dos cidadãos”. “A rádio presta-se, como nenhum outro media, ao experimentalismo, ao rejuvenescimento da colaboração, à programação de autor, mas também a instrumento e meio de reforço da segurança dos cidadãos, o que não parece evidente nos objectivos”, sustenta o órgão presidido por Manuel Coelho da Silva, recomendando ainda a “dinamização da missão de serviço público na difusão da língua portuguesa, particularmente em Timor Lorosae, na aproximação ao Brasil, privilegiando o diálogo cultural, e focando a dimensão pluricontinental da CPLP enquanto plataforma de entendimento”.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, entre as recomendações feitas pelo Conselho de Opinião estão ainda a melhoria do modelo de organização interna da empresa, o reforço da informação de proximidade, independente e rigorosa, plural e acessível, além da criação de condições para uma evolução da educação para os media e “maior transparência e detalhe nos dados económico-financeiros apresentados”.

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