Sector publicitário avaliado em cerca de 1,3% do PIB português

Por a 30 de Janeiro de 2019

Clipboard01Com um investimento real na ordem dos 570,8 milhões de euros em 2017, o sector publicitário terá gerado um valor a rondar os 2,5 mil milhões de euros no PIB português, segundo um estudo sobre o impacto da publicidade na economia nacional agora apresentado. Desenvolvido pela Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) e pela consultora Deloitte, o estudo avalia assim em cerca de 1,3% do PIB português o peso do sector publicitário, sustentando que, em média, por cada euro investido em publicidade terão sido gerados 4,39 euros em riqueza agregada.

Ao nível do tecido empresarial e emprego, de acordo com o estudo, o sector foi responsável, em 2017, por 51.250 postos de trabalho, número que corresponde a 1,1% do emprego total nacional. Além disso, é ainda referido, embora com dados relativos a 2016, o impacto do sector ao nível das receitas fiscais geradas pelo sector publicitário, totalizando nesse ano cerca de 287 milhões de euros, ou seja, 0,39% das receitas fiscais do Estado e Segurança Social.

O estudo Impacto da Publicidade surge com o objectivo de “demonstrar o valor da publicidade, não só de forma quantitativa, através do impacto no Produto Interno Bruto (PIB), na criação de emprego e na contribuição fiscal, mas também pelo impacto qualitativo que tem na sociedade”, justifica a APAN, chamando a atenção para o facto de que, além da riqueza gerada, “a publicidade origina outros impactos na sociedade” como “disseminação de informação, fomento da prática desportiva (via patrocínios e apoios a clubes), financiamento de actividades culturais, promoção da identidade local (em feiras, eventos e festivais) e apoio a causas sociais”.

É ainda salientando que “os anunciantes contribuem para produções culturais e de cinema independente através da taxa sobre publicidade de 4% (3,2% da receita do Instituto do Cinema e 0,8% da receita da Cinemateca), assim como da taxa sobre as subscrições televisivas”. “Em 2017, as receitas do ICA e Cinemateca provenientes desta taxa ter-se-ão situado acima de 15 milhões de euros”, aponta o estudo.

No que diz respeito aos meios de comunicação social, a publicidade continua a ser a principal fonte de financiamento, assumindo maior peso no caso da rádio e da internet. Segundo o estudo, 95% das receitas do meio rádio têm origem no sector publicitário, enquanto os meios de comunicação online tiveram na publicidade 93% das suas receitas em 2017. As receitas publicitárias representaram ainda 47% das receitas totais dos meios televisivos e 40% da imprensa.

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