APCT: Nenhum jornal consegue contrariar queda na circulação impressa paga

Por a 27 de Dezembro de 2018

JornaisO ano de 2018 chega ao fim com mais um relatório da APCT a confirmar a tendência descendente da circulação impressa paga de todos os jornais de âmbito nacional. O mais recente estudo, divulgado esta quinta-feira, apresenta os dados relativos a Janeiro e Outubro deste ano. Vários títulos viram a circulação paga em papel cair na ordem dos dois dígitos.
O Correio da Manhã continua a liderar o segmento da imprensa diária com uma média de circulação impressa paga de 81.320 exemplares, por edição, entre Janeiro e Outubro. Mesmo assim, constitui uma quebra de 7,8 por cento face ao período homólogo de 2017. O Jornal de Notícias regista uma média de 42.810 exemplares (-7,05 por cento) e o Público de 17.719 exemplares (-2,05 por cento).
O Expresso encontra-se nos 61.583 exemplares de circulação impressa paga (-8,89 por cento quando comparado com o período Janeiro-Outubro do ano passado). Já o Diário de Notícias obteve uma média de circulação impressa paga de 8.430 exemplares entre Janeiro e Outubro de 2018 (-16,43 por cento face ao período homólogo de 2017). Desde Julho com apenas uma edição em papel por semana, o DN registou entre esse mês e Outubro uma circulação impressa paga de 8.438 exemplares, com esta nova periodicidade. No entanto, na versão semanal em papel, o DN, que vai passar a chegar às bancas ao sábado, obteve quedas sucessiva ao longos desses quatro meses. Em Julho a circulação impressa paga por edição foi de 10.607 exemplares, enquanto em Outubro já ia nos 6.567 exemplares.
A tendência descendente da circulação em papel encontra-se também presente nos jornais desportivos e nos de economia. Comparando períodos homólogos, a circulação impressa paga do Record caiu 10,55 por cento, entre Janeiro e Outubro de 2017 e os mesmos meses de 2018, para os 30.907 exemplares, enquanto a circulação impressa paga de O Jogo se situa agora nos 15.604 exemplares (-3,29 por centro).
No segmento de economia, o Jornal de Negócios contraiu 10,68 por cento para os 4.493 exemplares de circulação impressa paga, enquanto o semanário O Jornal Económico caiu 20,18 por cento para os 1.214 exemplares entre Janeiro e Outubro de 2018.
A curva descendente dos jornais em papel repete-se no segmento das newsmagazines. A Visão viu a sua circulação impressa paga contrair 28,07 por cento entre Janeiro e Outubro de 2017 e o mesmo período de 2018, situando-se agora nos 41.066 exemplares por edição, enquanto a Sábado obtém uma circulação impressa paga de 38.722 exemplares (-5,13 por cento). Recorde-se que A Bola, o jornal I e o Sol não são auditados pela APCT.

Circulação digital paga com sinais contraditórios

A circulação digital paga dos títulos generalistas coloca o Expresso como líder, somando 24,871 (+10,26 por cento face a 2017), enquanto o Público cai para os 12.270 (-14,51 por cento). O circulação digital paga do Jornal de Notícias situa-se nos 5.420 (-0,06 por cento) e a do Diário de Notícias nos 3.270 (-5,87 por cento). Já o Correio da Manhã, líder na circulação impressa paga, fecha o ranking da circulação digital paga com 1.393 (+26,87 por cento face a Janeiro-Outubro de 2017).

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