MOP não entende “pressa” da Câmara de Lisboa e aponta à Autoridade da Concorrência

Por a 10 de Julho de 2018
Foto -011

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Mais uma reacção à reunião prevista para esta quinta-feira na Câmara de Lisboa, onde irá a votos da vereação a prerrogativa de “resolução fundamentada” que permitirá adjudicar a concessão dos meios de publicidade exterior da capital à JCDecaux por 15 anos. Recorde-se que a dreamMedia avançou com uma providência cautelar, mas o tribunal ainda não se pronunciou.
A MOP coloca agora a questão do lado da Autoridade da Concorrência, prometendo agir “em conformidade”. “Estamos certos que a eventual adjudicação à empresa JCDecaux e as suas drásticas consequências para o mercado carece de autorização prévia da Autoridade da Concorrência”, destaca a empresa dirigida por Vasco Perestrelo, em nota de imprensa. Até aqui os meios de Lisboa eram repartidos pela JCDecaux e pela Cemusa. Com este concurso, a JCDecaux consolida a liderança do mercado da publicidade exterior em Portugal.
“Quem nunca teve pressa para cumprir as suas obrigações, revela agora uma estranha rapidez na confirmação da arbitrariedade utilizando um instrumento que está à disposição para casos absolutamente inequívocos de interesse público”, comenta a MOP, a propósito da fase de adjudicação. A empresa relembra que a Câmara “se atrasou quase dois anos a lançar este concurso” e “demorou cerca de um ano e meio a decidir sobre este mesmo concurso” mas que agora considera que a suspensão dos efeitos da providência cautelar “é do interesse público”.

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