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Lucros da Media Capital sobem 26% e fecham semestre nos 10,5 milhões

Por a 20 de Julho de 2018
Rosa Cullell, administradora delegada da Média Capital

Rosa Cullell, administradora delegada da Media Capital

A Media Capital encerrou as contas do primeiro semestre com lucros na ordem dos 10,5 milhões de euros, valor que representa uma subida de 26% comparativamente ao resultado líquido de 8,3 milhões de euros registado no período homólogo. A performance financeira do grupo dono da TVI foi alavancada por um crescimento transversal a todas as linhas de receita, com destaque para as áreas de produção audiovisual e de televisão, cujas receitas aumentaram 26% e 9% no período, respectivamente. Fechadas as contas dos primeiros seis meses do ano, o grupo viu as receitas totais atingirem aos 86,9 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 10% face aos cerca de 79 milhões de euros registados em igual período de 2017.

A fatia de leão vem do segmento de televisão, com receitas na ordem dos 71,4 milhões de euros a compararem com 65,3 milhões de euros no primeiro semestre do último ano. Já as receitas de produção audiovisual dispararam dos 12,5 milhões para os 15,7 milhões de euros, enquanto as receitas da área de rádio alcançaram os 9,5 milhões de euros, uma subida de 4% relativamente aos 9,1 milhões de euros registados em 2017. O item outras receitas encerrou o semestre nos 8 milhões de euros (+3%). As receitas publicitárias totais fixaram-se em 58,6 milhões de euros, um crescimento de 3%.

No total, o encaixe de mais 7,9 milhões de euros permitiu à Media Capital suportar uma subida de 9% nos custos operacionais, que passaram dos 61,7 milhões de euros nos primeiros seis meses do último ano para os 67,4 milhões de euros no mesmo período do presente. No entanto, em comunicado enviado pelo grupo esta sexta-feira à CMVM, explica-se que “o evolutivo de ambas as linhas reflectiu, para além da actividade ordinária, o impacto da adopção do IFRS 15 a partir de 1 de Janeiro de 2018, referente ao registo de rendimentos procedentes de contratos com clientes”. “Este novo normativo implicou alterações na apresentação de linhas de rendimento específicas, o que originou uma subida de rendimentos e gastos operacionais, em igual montante, de 5 milhões de euros”, esclarece o documento, indicando que, sem este impacto, as receitas teriam subido apenas 4% e os custos somente 1%.

No encerramento do primeiro semestre, a Media Capital regista uma subida de 12% no EBITDA, que se fixa agora nos 19,4 milhões de euros, em comparação com os 17,3 milhões registados nos primeiros seis meses de 2017.

Analisando por segmento de negócio, na área da televisão, onde além da TVI o grupo conta com os canais cabo TVI24, TVI Ficção e TVI Reality, os resultados operacionais sofreram uma ligeira redução de 1%, de 13,7 milhões de euros para 13,6 milhões, explicada por uma subida de 13% do lado dos custos operacionais desta área de negócio para os 56,6 milhões de euros (+3% quando excluído o efeito da adopção do IFRS 15), subida essa que, justifica o grupo, “decorre da aposta em conteúdos de maior qualidade”. As receitas totais do segmento de televisão subiram 9% (2% sem o IFRS 15), passando de 65,3 milhões de euros para 71,4 milhões.

No segmento de produção audiovisual, onde o grupo detém a Plural, regista-se uma melhoria significativa, com os resultados operacionais a manterem-se no vermelho mas com um resultado negativo de 851 mil euros nestes primeiros seis meses de 2018 em vez dos quase 3,3 milhões de euros negativos registados no período homólogo. Uma melhoria conseguida graças a uma subida de 26% nas receitas, dos 12,5 milhões para os 15,7 milhões de euros, enquanto os custos subiram apenas de 14,2 milhões para 15,6 milhões de euros (+10%).

O segmento de rádio regista um desempenho muito positivo, com os resultados operacionais desta área de negócio, constituída pela Media Capital Rádios, dona das estações Comercial, M80, Cidade FM, Smooth FM e Vodafone FM, a dispararem 40% e a fecharem o primeiro semestre nos 2,9 milhões de euros, lucro que compara com 2,1 milhões de euros alcançados pelo segmento no mesmo semestre de 2017. Nesta área, as receitas cresceram 4% para os 9,5 milhões de euros com uma subida de 3% nas receitas publicitárias, fixadas nos 9,1 milhões de euros, enquanto o item Outros Rendimentos disparou 43%, passando de 335 para 480 mil euros. Do lado dos gastos operacionais houve também um corte de 8%, passando de 6,5 milhões para 6 milhões de euros.

Para finalizar, no segmento que inclui as restantes actividades do grupo, como a operação digital, a holding e os serviços partilhados, o grupo viu o primeiro semestre entrar no vermelho ao passar de um resultado positivo de 134 mil euros nos primeiros seis meses de 2017 para um resultado negativo de 38 mil euros no primeiro semestre deste ano. Ainda assim, o EBITDA, embora registe uma quebra de 43%, apresenta-se positivo, tendo descido dos 417 mil euros para 237 mil euros.

A dívida líquida da Media Capital está agora nos 74,1 milhões de euros, um decréscimo na ordem dos 21,2 milhões de euros face ao valor de dívida registado no encerramento de 2017 e um abate de 31,4 milhões de euros se considerada a dívida que o grupo registava há um ano atrás.

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