Estudo: Um terço dos portugueses já fez compras na internet

Por a 8 de Junho de 2018

online_e_commerceEmbora ainda longe de ser um hábito enraizado entre nós, a verdade é que o comércio online ganha cada vez mais expressão. Verifica-se que 32% dos portugueses já fizeram pelo menos uma vez compras online e que 25% fizeram-no nos últimos 12 meses, enquanto 7% assumem não efectuar qualquer transacção pela Internet há mais de um ano. Quanto à caracterização do cliente-tipo de lojas online, este tem entre 25 e 44 anos. Este escalão etário representa 75% do total de consumidores online. A maioria dos shoppers digitais integram a classe média alta (57%) e há mais compradores do género masculino (53%) do que feminino.

Em média, a maioria dos inquiridos visita lojas online cerca de 5 vezes por ano. Na generalidade dos casos, a frequência com que os portugueses compram através da Internet oscila entre uma vez por ano e várias vezes por semana. Mais concretamente, 77% dos inquiridos compram na Internet até 5 a 6 vezes ao ano e apenas 16% adquire produtos online no mínimo uma vez por mês.

Embora os portugueses estejam ainda longe de se encontrarem rendidos ao comércio online, a verdade é que estes indicadores são demonstrativos da alteração de mentalidades. Claro que o paradigma clássico, em que a generalidade das compras se faz através da ida a espaços comerciais, não irá perder relevância tão cedo, mas o modo como os players começam a olhar para Portugal, a investir no e-commerce no nosso país e o crescimento da adesão a este canal, significa que importa seguir e antecipar os próximos passos deste canal.

O Observador Cetelem eCommerce 2018 – Intenções de consumo online tem por base uma amostra representativa de 600 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os géneros e com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Estes foram entrevistados telefonicamente, com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Os resultados têm um erro máximo de +4,0 para um intervalo de confiança de 95%.

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