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Nomadismo digital: O bom que é trabalhar a partir de casa

Por a 11 de Maio de 2018

SofiaQuando me perguntam qual a melhor parte de trabalhar em casa, a minha resposta é sempre a mesma! Quando trabalhamos de casa não há distracções, não há reuniões chatas ou desnecessárias – vão por mim, a trabalhar em casa, facilmente todas as comunicações se reduzem ao essencial. Todavia, o ponto mais notável, até à data, é que há menos desgaste pessoal.
Quando escuto amigos e colegas a queixarem-se dos seus trabalhos, as lamúrias mais comuns passam sempre pelos colegas  que pela chefia. Seja porque são chatos ou porque que não fazem nada. Enfim, com ou sem fundamento, com mais ou menos razão, falo das intrigas de escritório.
É incrível a energia que se gasta nestas dinâmicas – o stress, a ansiedade, o tempo, a sanidade!
Porque um disse!
Porque o outro não fez!
Porque o chefe pede azul e depois quer amarelo.
Porque aquele falou assim e assado.
Porque houve quem prometeu e não cumpriu.
Porque ninguém está satisfeito.
Enfim, somos humanos e como tal somos seres insatisfeitos e também susceptíveis a críticas, a comentários, a erros e muito mais!
Obviamente que num ambiente de trabalho, as emoções intensificam-se: há stress e há objectivos a cumprir. Há também a convivência diária com pessoas que, muito possivelmente, não escolheríamos para fazer parte do nosso grupo de amigos – o que também complica as coisas. Ainda assim, não deixa de ser curioso constatar que ouço mais gente a queixar-se do ambiente de trabalho do que propriamente do emprego em si.
Já passei por isso. Muitas vezes, no trabalho, o meu mote era o “prefiro não saber”, porque a ignorância pode ser uma bênção e há coisas que é mesmo melhor nem saber ou alimentar!
Não me entendam mal, eu sou uma pessoa muito sociável. Gosto de pessoas, gosto de ir almoçar com os meus colegas e da pausa para o café, com direito a dois dedos de conversa!
Obviamente, que trabalhando de casa, tudo isto se perde e se há dias em que os almoços com colegas são substituídos por almoços com amigos ou em família, também há dias em que comemos sozinhos – ou nem comemos!
Ainda assim, gosto desta paz que me rodeia. Gosto de não me desgastar com intrigas, nem de perder tempo com histórias superficiais. Gosto de sentir que que uso essa energia para ser mais produtiva e criativa no meu trabalho e na forma de encarar os desafios que vão surgindo. Podem acreditar: dou por mim a trabalhar mais e melhor. Com mais energia, com mais prazer e com maior foco. Para já e por aqui, está tudo bem!

Artigo de Sofia Macedo (Sofiamacedo.com). Sofia Macedo partilha, todos os meses, a sua experiência como nómada digital.

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