Altice/Media Capital: Alexandre Fonseca garante que negócio “vai contribuir para enriquecimento do sector”

Por a 24 de Maio de 2018

Alexandre FonsecaO negócio de aquisição da Media Capital, anunciado pela Altice há quase um ano e em fase de investigação aprofundada pela Autoridade da Concorrência (AdC), “vai contribuir para o enriquecimento do sector” dos media, assegura Alexandre Fonseca. A garantia foi dada pelo presidente executivo da Altice Portugal em declarações aos jornalistas após a audição na comissão parlamentar conjunta de Economia, Inovação e Obras Públicas e de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de um requerimento do Bloco de Esquerda (BE) para esclarecimentos sobre a compra do grupo que detém a TVI.

Durante a audição, o responsável reiterou que “estão salvaguardados os interesses dos consumidores, de todos os portugueses, de todos os distribuidores”, lembrando que “existem leis em Portugal” capazes de garantir que são cumpridas as regras de independência e pluralidade no mercado. Nesse sentido, afirmou, “estamos convencidos de que este negócio reúne todas as condições para não merecer qualquer oposição por parte da Autoridade da Concorrência”, posição que manifestou por várias vezes ao longo da audição.

Apesar de sublinhar estar convicto de que o negócio será aprovado, Alexandre Fonseca recordou que o movimento foi anunciado há já quase um ano e que há “um limite de razoabilidade” para o tempo que a Altice estará disposta a aguardar decisão da AdC antes de deixar cair o negócio. “Não podemos eternizar” o processo, apontou aos jornalistas no final da audição.

Sobre os remédios apresentados pela Altice à Autoridade da Concorrência e as críticas feitas pela concorrência, o presidente executivo da empresa criticou a NOS sem nunca citar a operadora liderada por Miguel Almeida, mas falando “numa atitude desesperada” e apontando o dedo à divulgação de informação confidencial trocada entre a Altice Portugal, a Autoridade da Concorrência e as partes interessadas no processo. “Não me parece eticamente correto, acho lamentável e um desrespeito profundo”, afirmou, referindo-se à divulgação por parte de um concorrente que replica informação através do jornal Público, o qual tem presença em várias áreas de negócios “desde farmácias a pastelarias”, mas sem nunca referir a NOS, detida pela Sonae e dona do Público.

Após o presidente executivo da Altice, no âmbito deste processo serão ainda ouvidas no Parlamento as administrações das estações de televisão e respectivas direcções de informação.

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