Produtores de TV querem alargar taxas de televisão no espaço europeu

Por a 11 de Abril de 2018
netflixOs produtores independentes de televisão europeus congratularam-se hoje com a posição do Conselho Europeu no processo de revisão da directiva comunitária dos serviços de comunicação audiovisual. O Conselho Europeu defende que, além de serviços como o Netflix, os operadores de televisão sedeados num determinado Estado-membro sejam taxados por emitirem conteúdos para outro país do espaço europeu.
O processo de revisão da directiva, que se encontra em fase de negociações entre a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu, aponta no sentido de os Estados-membros terem a possibilidade de taxar serviços como o Netflix.
Os produtores de televisão, embora reconheçam a importância desta medida, lamentam que a posição defendida pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu excluam a possibilidade de os operadores de televisão virem a ser taxados. “Embora o Conselho pretenda uma aplicação desta regra a todos os serviços de comunicação social – tanto aos serviços a pedido como aos operadores de televisão estabelecidos em outros Estados Membros– numa base tecnológica neutra, a Comissão e o Parlamento Europeu preferem antes uma abordagem mais tímida ao excluir os operadores de televisão desta medida”, refere o comunicado, subscrito pela Associação de Produtores Independentes de Televisão.
“Há inúmeros exemplos de plataformas online e operadores de televisão estabelecidos fora de um determinado território, apenas para evitar a sujeição às suas regras e obrigações, e que dirigem os seus serviços para outro país”, explica o documento.

Um comentário

  1. vulkon

    17 de Abril de 2018 at 1:00

    Isto só pode ir bater á porta do consumidor final que vai ter de pagar mais um imposto. Espero que esta ideia não vá avante. Já basta de taxas e impostos. Em Portugal somos obrigados a pagar uma taxa aberrante para sustentar uma televisão multimilionária RTP que se dá ao luxo de gastar 200 milhões de euros por ano. É absolutamente abominável que se gaste esta fortuna impressionante quando existem portugueses a dormir na rua sem uma casa e sem nada para viver condignamente. Estes 200 milhões seriam fantásticos para tirar tantos milhares de portugueses da miséria mas são gastos em algo fútil.. Não precisámos da RTP. Aquela coisa a que se chama “serviço público” e que é “amarrada” à RTP parajustificar a sua existência pode ser feita pelos operadores de tv privados bastanto para isso inserir esse serviço público no seu caderno de encargos. Sinceramente esbanjar tantos milhões quando esses milhões podem proporcionar uma nova vida e o fim da miséria para milhares de portugueses.

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