DreamMedia vai pedir 100 milhões de euros de indemnização à Câmara de Lisboa

Por a 28 de Março de 2018
Ricardo Bastos, presidente da dreamMedia

Ricardo Bastos, presidente da dreamMedia

O grupo dreamMedia vai pedir 100 milhões de euros de indemnização à Câmara Municipal de Lisboa (CML) caso o júri do concurso para a adjudicação da exploração da publicidade exterior do município mantenha a proposta da JCDecaux como vencedora.
Na base da contestação, entretanto enunciada e transmitida ao júri do concurso, está o facto de a JCDecaux não ter apresentado a assinatura electrónica nas suas propostas. “A lei prevê a assinatura electrónica. Mesmo que não previsse, a CML pediu expressamente a assinatura electrónica. Não compreendemos que a CML venha agora dizer que a assinatura não era assim tão essencial”, declara ao M&P Ricardo Bastos, presidente do grupo dreamMedia.
A Sérvulo & Associados, firma de advogados que está a dar apoio jurídico ao júri, não deu razão a esta interpretação da dreamMedia aquando da contestação do relatório preliminar.
A proposta global da JCDecaux, após o júri ter excluído a MOP do concurso, foi considerada vencedora no lote 3 (proposta que engloba o lote 1 e o lote 2) de painéis publicitários colocados a concurso pelo município. Porém, caso o júri dê razão à contestação apresentada pela dreamMedia, a empresa portuguesa é a melhor colocada para ficar com a exploração do lote 2, por ter apresentado a proposta mais elevada para esse lote em concreto.
Ricardo Bastos diz estar confiante que o júri acabará por excluir a proposta da JCDecaux e classificar a empresa que dirige como a vencedora do lote 2. Caso não suceda este desfecho, o presidente do grupo dreamMedia admite “avançar com todos os meios à disposição para impedir tal atrocidade”. “Considero que a dreamMedia é a legítima vencedora do concurso. A JCDecaux será excluída em tribunal. Não tenho quaisquer dúvidas. Mesmo que a Câmara Municipal de Lisboa não o faça, o tribunal vai excluir a JCDecaux. É apenas uma questão de tempo”, acrescenta.
A MOP e a Cemusa também já manifestaram a intenção de avançar para tribunal.
O operador português de publicidade exterior, depois de um processo de aquisição de várias empresas nacionais, reorganizou recentemente a sua actividade, passando a apresentar-se com três marcas: a dreamMedia (meios outdoor estáticos e activação), a Bigoutdoor (monoposte e grandes formatos) e a Publiação (meios outdoor em movimento e roadshows).
“Definimos como estratégia de crescimento a aquisição de empresas como a Nunus Publicidade e a Mensagem Sublime. São empresas concorrentes no mercado. Decidimos, através desta reorganização, tornar mais rápido o processo de compra, negociação e de implementação. É mais fácil e mais cómodo para o cliente”, explica Ricardo Bastos. “Através destas três âncoras, queremos oferecer ao mercado uma solução 360º”, termina.

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