Do que se fala

Por a 15 de Fevereiro de 2018

telecomSão ideias transversais aos relatórios de tendências e análises às perspectivas divulgadas no início do ano. Fique a par destes 5 desafios que os profissionais de marketing vão enfrentar ao longo de 2018

Micro-momentos
Já se sabia que os telemóveis vieram permitir uma grande interacção entre consumidores e marcas. No entanto, o Google veio chamar a atenção para os chamados micro-momentos, isto é, as situações em que os consumidores esperam que as marcas consigam prestar informação relevante, independentemente da hora e da localização. As necessidades dos consumidores podem ser saber mais sobre algo, encontrar um lugar ou comprar um produto. Cabe às marcas conseguir antecipar esses micro-momentos, prestando a informação correcta de que o consumidor precisa. Este acesso à informação rápida e à distância de um clique é a base para conseguir construir uma relação duradoura.

Conteúdos efémeros
Será estranho que uma marca nos dias de hoje não use ferramentas como Facebook Live, Instagram Stories ou Snapchat. É que, segundo o portal de tendências Merca2.0, 82 por cento dos consumidores valorizam marcas que fazem transmissões em directo em comparação com aquelas que não usam estas ferramentas. Os conteúdos efémeros, como é o caso das Stories, transmitem a ideia de que a marca é próxima e exclusiva.
As plataformas estão constantemente a lançar novos recursos. O Instagram Stories, que tem menos de ano e meio de existência, passou a permitir a gravação de Boomerangs directamente nas histórias, a inclusão de stickers e filtros de rosto, a possibilidade de mencionar outros utilizadores, ligar-se a outras contas e realizar inquéritos.

Chatbots
Personalizado, directo e sempre disponível. É este o propósito dos chatbots, que continuarão a ganhar força nas redes sociais, com as marcas a partilharem conteúdos adequados às questões dos consumidores. As suas aplicações podem levar as marcas para territórios novos. A E.Life lançou recentemente um bot no Facebook Messenger que permite realizar pesquisas de mercado e acompanhar os resultados em tempo real. A consultora fez o primeiro estudo de mercado que pretendia compreender as diferenças dos cuidados capilares das mulheres. A aplicação do estudo consistiu num questionário estruturado via Facebook Messenger.

Equipa de influenciadores
Como tornar um consumidor num influenciador, isto é, em alguém que, além de gostar da marca, partilhe informação e uma opinião positiva junto da sua rede de contactos? Se um cliente está satisfeito com a actuação de uma marca é provável que a promova no seu círculo de trabalho, junto de amigos e nas redes sociais. Constituir uma equipa de influenciadores pode ser uma arma adicional para a promoção de marcas. A alternativa, que permite ter maior controlo em todo o processo, é escolher influenciadores que sejam figuras públicas.
A possibilidade de negócio em torno dos influenciadores levou a portuguesa Social Grid a apresentar na Web Summit uma plataforma digital que liga empresas a influenciadores. Nesta plataforma as marcas descrevem o que querem que os influenciadores façam em termos de conteúdo (selfie, testar um produto, fazer um vídeo promocional…), os influenciadores submetem propostas de conteúdo e a marca selecciona a mais adequada.
A Forbes alerta ainda para a questão da saturação de content marketing. “As redes sociais estão cheias de produtores de conteúdos que lutam por visibilidade. É por isso que, em 2018, talvez se assista a uma mudança importante no investimento. Em vez de continuar a lutar por espaço, os marketeers devem capitalizar o espaço já conquistado”, defende Jayson DeMers, num artigo publicado na Forbes.

Amazon
Será a Amazon o próximo terceiro grande player da publicidade digital, a seguir ao Google e ao Facebook? “A Amazom está a tornar-se numa força na publicidade”, alertou recentemente o CEO da WPP, Martin Sorrell. Em Setembro de 2017, a Amazon anunciou que iria ocupar um escritório em Manhattan, com 360 mil metros quadrados, destinado à sua área de publicidade. A Fortune especulou que a empresa iria contratar duas mil pessoas das áreas de marketing, design, data analyst e engenheiros para desenvolver este negócio.
A JWT, num relatório sobre 100 tendências que vão marcar 2018, destaca que, face ao Google e ao Facebook, o gigante liderado por Jeff Bezos tem a vantagem de estar orientado para vender, o que lhe dá uma perspectiva e um conhecimento sem paralelo relativo à forma como, quando e o que as pessoas estão a comprar – tudo dados valiosos para as marcas. A eMarketer acredita que a Amazon terá conseguido fechar 2017 com uma facturação em publicidade de 1,8 mil milhões de dólares, mesmo assim muito atrás do Google e Facebook. Só no último trimestre de 2017 o Google facturou 27,2 mil milhões de dólares em publicidade.

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