Raríssimas: APECOM critica métodos de Ana Leal

Por a 14 de Dezembro de 2017

IMG_6691O uso de câmara oculta e a desvalorização do papel do consultor são dois aspectos criticados pela APECOM (Associação Portuguesa de Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas) a propósito da reportagem de Ana Leal sobre a gestão da Raríssimas, emitida pela TVI este sábado e que já levou à demissão da presidente da instituição, Paula Brito e Costa, e do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado. Na reportagem Salvador da Cunha, CEO da Lift, agência de comunicação que ocupa a vice-presidência da APECOM, surge no papel de consultor de comunicação da Raríssimas.
“A utilização de câmara oculta (ou sem indicação expressa de que estaria ligada, o que se comprova pela posição da mesma sobre a mesa) não representa uma conduta de boa-fé por parte daquele órgão de comunicação social nem de transparência na relação com os visados da reportagem”, aponta a APECOM em comunicado, a propósito das imagens emitidas sobre a negociação da entrevista de Ana Leal com a presidente da Raríssimas, considerando ainda que é “de condenar também a clara desvalorização do papel do consultor por parte da jornalista”. A associação considera também que o pedido de acesso prévio às perguntas, solicitado por Salvador da Cunha antes de Ana Leal entrevistar Paula Brito e Cunha, não representa “qualquer falha ética na relação com o meio”.
Já no final da reportagem da TVI surgem imagens de Salvador da Cunha a dizer “pulha”, uma palavra que parece ser dirigida a Ana Leal. A propósito desta declaração, a APECOM destaca que não subscreve “o excesso de linguagem” de Salvador da Cunha, considerando que foi algo “irreflectido e causado pela tensão do momento”.
Já antes a Lift tinha esclarecido que esta assessoria se tinha tratado de uma colaboração pro-bono entre a agência e a associação que se “extinguiu nesse momento”.

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