Presidência da agência Lusa será assumida por Nicolau Santos

Por a 28 de Dezembro de 2017

Nicolau SantosNicolau Santos, que anunciou recentemente a sua saída da direcção do semanário Expresso até ao final deste ano, prepara-se para assumir a presidência da agência Lusa. O jornalista, que estava há quase duas décadas no grupo Impresa e era até agora director-adjunto do Expresso, vai substituir Teresa Marques, cujo mandato termina a 31 de Dezembro, sendo nomeado pelo Governo como o novo presidente do Conselho de Administração da Lusa, comunicou o gabinete do Ministério da Cultura.

Recorde-se que a própria Teresa Marques, numa carta de Boas Festas endereçada na última semana aos trabalhadores da agência noticiosa onde fazia também um balanço da actividade da Lusa no ano que agora que aproxima do fim, adiantava que na próxima Assembleia Geral, que habitualmente tem lugar em Março uma vez encerradas as contas do ano anterior, “será nomeada uma nova administração” e garantia que se manterá em funções até lá com “o empenho, a dedicação e o optimismo de sempre”.

De acordo com a informação agora comunicada pela própria Lusa, a Assembleia Geral de accionistas, na qual o Estado tem uma participação de 50,14%, seguido pelo Global Media Group (23,36%) e pela Impresa (22,35%), deverá ter lugar no final de Fevereiro, momento em que Nicolau Santos será nomeado.

Ao comunicar a saída do director-adjunto do Expresso, a Impresa sublinhava a “satisfação em continuar a contar com a visão e a opinião forte de Nicolau Santos nas marcas de informação do grupo”. De acordo com o comunicado do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão, foi o próprio que tomou a decisão de deixar o semanário, mantendo-se após a saída como cronista do jornal, no seu espaço de opinião no caderno de economia, no site e no Expresso Diário, bem como na SIC Notícias, como comentador e como moderador do Expresso da Meia Noite.

Situação que, reconhece Nicolau Santos, pesou na avaliação ao convite que lhe foi endereçado para assumir a presidência da Lusa e que agora inviabiliza que essa colaboração com a Impresa se mantenha. “Ponderei muito se o deveria aceitar, até porque isso me impede de continuar a escrever para o jornal, fazer o Expresso da Meia Noite ou ser comentador na Antena 1. Conversei sobre o assunto com Francisco Pedro Balsemão e acabei por aceitar o desafio, esperando contribuir para tornar a Lusa numa agência noticiosa adaptada aos grandes desafios que se colocam aos media no século XXI”, esclarece o jornalista.

Teresa Marques foi vogal da administração da RTP entre 2008 e 2011, tendo assumido a presidência da Lusa no final de 2014. Na mesma carta enviada aos trabalhadores, despede-se da Lusa lamentando os adiamentos na concretização da estratégia de crescimento da agência, os cortes no financiamento em cerca de meio milhão de euros que impedem a contratação de pessoal e o “total silêncio” da tutela desde Setembro do último ano. “Tal como havíamos dito em 2015, a estratégia de crescimento foi adiada para 2016, depois para 2017 e agora um novo conselho de administração prosseguirá, ou definirá uma estratégia para a Lusa em 2018”, apontava a responsável, lamentando que “a verdade é que termino este mandato sem entender o que se passou”.

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