dreamMedia responde aos donos da MOP

Por a 12 de Dezembro de 2017

ricardo bastosA Câmara Municipal de Lisboa ainda não divulgou os resultados definitivos do concurso para a exploração de publicidade exterior da capital, apesar de o relatório preliminar, conhecido em Julho, indicar como vencedoras duas empresas detidas pela Explorer Investments, o mesmo fundo de investimento que controla a MOP.
Fonte oficial do fundo Explorer, que detém a MOP, em declarações ao Expresso este sábado frisou que “o concurso foi elaborado de forma a que o preço fosse o único critério e nós ganhámos por apresentar o melhor preço”. Esta declaração mereceu o contra-ataque de outra empresa concorrente.
A dreamMedia, que contestou os resultados do júri do concurso, respondeu a essa declaração com um comunicado com um título irónico: “MOP tem razão: Câmara de Lisboa deve escolher proposta financeiramente mais vantajosa”. Em comunicado a empresa de Ricardo Bastos defende que ao “contrário do que defende a MOP, o melhor preço é o que apresenta o concorrente Alargâmbito, do Grupo dreamMedia, que incorrectamente não ficou no primeiro lugar no relatório preliminar do concurso”.
A dreamMedia sustenta que o “júri deveria ter excluído a MOP, pois a sua proposta não cumpre o caderno de encargos e lesa a autarquia em, pelo menos, meio milhão de euros. É verdade que o critério preço é decisivo. E, neste quadro, o melhor preço é o da Alargâmbito”. A empresa volta apontar para “várias irregularidades na proposta apresentada pela empresa Cartazes e Panoramas II, Lda., quer a nível conceptual, na medida em que apresentaram uma proposta em desconformidade com as alternativas de design que eram exigidas no caderno de encargos, mas principalmente em desconformidade com as contrapartidas ao município de Lisboa impostas pelo concurso”.

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