Blitz despede-se do papel com última edição nas bancas esta quarta-feira

Por a 19 de Dezembro de 2017

Blitz Dezembro 2017Após mais de três décadas nas bancas, a Blitz despede-se esta quarta-feira do papel com uma edição que será “a última em formato de revista” antes de iniciar uma nova etapa em que a aposta passará a ser exclusivamente digital. A mudança é anunciada pelo próprio director da publicação, Miguel Cadete, que, no editorial a ser publicado nesta na edição de Janeiro que chega esta quarta-feira às bancas e que entretanto foi colocado online, antecipa que este exemplar será “o último de uma já longa série de revistas que temos vindo a publicar desde Junho de 2006, quando, também com alguma ousadia, trocámos a edição semanal do jornal por uma revista de periodicidade mensal”.

Com esta última edição, afirma Miguel Cadete, “abre-se uma nova etapa para a Blitz”, explicando que “cumprindo a estratégia desenhada para as marcas da Impresa, a aposta incidirá, de ora em diante, nos conteúdos produzidos para as plataformas digitais e em suportes audiovisuais”. “É aí que se encontra a esmagadora maioria dos nossos leitores. É aí que estaremos”, aponta. Recorde-se que a Blitz é o único título da área de revistas da Impresa que não foi incluído no pacote negociado entre o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão e Luís Delgado na sequência da intenção do grupo em alienar os títulos da Impresa Publishing com excepção do semanário Expresso.

Para o futuro da marca Blitz, Miguel Cadete antecipa que “aos conteúdos que produzimos diariamente para o site Blitz serão acrescentados muitos outros que explorarão as virtualidades do online, onde nos temos vindo a afirmar enquanto líderes de informação sobre música em Portugal”, prometendo “muitas novidades, sobretudo em vídeo”. “O facto de regularmente chegarmos aos dois milhões de visitas por mês ajuda a perceber esta nova realidade, sabendo que as entrevistas, reportagens, notícias e muitas outras formas de comunicar a música e tudo à volta terão, no futuro próximo, o seu lugar privilegiado aqui mesmo, no site Blitz”, conclui.

O Blitz está nas bancas deste a sua fundação em 1984, tendo nascido em formato de jornal com periodicidade semanal, antes de passar a revista mensal em 2006. Despede-se agora das edições regulares em papel para se focar no digital mas Miguel Cadete assegura que “o papel não acabará”, ficando reservado a edições especiais dedicadas a efemérides e datas com significado especial para o mundo da música. “Estão previstas pelo menos três edições especiais nesse suporte durante 2018”, adianta o director da Blitz no editorial desta última edição, que contará com uma homenagem a Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés.

Deixe aqui o seu comentário