“A conveniência chegou à criação. Basta dirigirem-se a um dos quatros grandes centros comerciais”

Por a 15 de Novembro de 2017

rodrigo silva gomes“Acho que a criatividade já teve melhores dias por estas bandas”, considera Rodrigo Silva Gomes, em entrevista ao M&P a publicar na próxima edição. O CEO da Normajean considera que há duas mensagens que pairam sobre o mercado e que “tendem a diminuí-la ainda mais”. “A primeira é a que nos vem de todos os grandes grupos de comunicação sem excepção, que, ao resolveram arrumar-se todos em grandes edifícios, afirmam claramente que a produtividade, a eficiência, as sinergias e ‘a máquina’ é que importam. A segunda é a que nos continua a vir pelo lado da permanente introdução de tecnologia a torto e a direito e que passa a ideia de que em si mesma, ela tudo encerrará e resolverá”, aponta. “Com estes dois fenómenos o que estamos a dizer aos anunciantes é que a conveniência chegou à criação. Basta dirigirem-se a um dos quatro grandes centros comerciais – Omnicom, Havas, Publicis ou WPP – , escolherem uma das mais recentes inovações tecnológicas que tem à disposição e depois um dos ‘recursos afectos à folha d’obra’ (o antigo criativo) arranjará maneira de encaixar por lá uma ideia”, refere Rodrigo Silva Gomes.
Recorde-se que a agência tem um novo director criativo: Sérgio Lobo. “Eu queria alguém que somasse diversidade à agência. Sinto que a indústria da publicidade e em especial as agências, devem fazer mais para contratar profissionais multifacetados e diversos, que criem trabalho que reflicta a nossa base de consumidores, também ela cada vez mais diversificada a todos níveis”, justifica Rodrigo Silva Gomes, a propósito da entrada de Sérgio Lobo, que passou a ser sócio da Normajean.

Leia a entrevista completa na próxima edição do M&P

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