O que nos falta para conseguirmos mais leões?

Por a 3 de Julho de 2017

Miguel Varela2017 vem, mais uma vez, reforçar a ideia de que não é por sermos Portugueses que ganhamos poucos leões em Cannes.
A prova disso são os inúmeros criativos portugueses que trabalham em outros mercados da indústria publicitária mundial e que, mais uma vez, ganharam vários leões este ano. Fico muito feliz com este feito e orgulhoso por termos os “nossos” tugas a dar cartas em áreas para além do futebol mundial.
Mas este facto deixa-me a pensar – então o que é nos falta em Portugal para conseguirmos ganhar mais leões? São as nossas marcas que não têm projecção universal? São as nossas agências que não conseguem ter destaque nas networks internacionais? É a nossa produção que não está ao nível das produções internacionais? Honestamente, acho que não é nenhuma dessas razões, mas acredito que tem de existir uma explicação para este fenómeno.
Ter coragem, pensar grande e não ter medo de sermos diferentes e originais são, com toda a certeza, os ingredientes para termos em conta no trabalho que realizamos em Portugal.
Somos diferentes do resto do mundo e não podemos ter a ilusão que somos portugueses com uma costela nórdica, ou portugueses com uma omoplata britânica.
Nada disso, nós somos o que somos, gostamos de futebol, de matraquilhos, de sardinhadas, de bailes da aldeia e de dias de praia até às tantas.
Mas também somos, e já demos provas no mundo, muito trabalhadores, especialista, minunciosos e acima de tudo, uma referência em algumas área tecnológicas.
Se eu tivesse de resumir Cannes 2017 em duas palavras elas seriam: Originalidade e Tecnologia. Algo que temos para dar e vender.

Artigo de opinião de Miguel Varela, produtor-executivo da Garage Films.

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