Por dentro da categoria que rendeu um leão a Portugal (com vídeos)

Por a 23 de Junho de 2017

picO brasileiro Diego Freitas integrou o júri da competição Cannes Health como representante daquele mercado. Foi esta, até ao momento, a única competição a render um leão a Portugal (FCB Lisboa) e onde tanto a FCB como a Havas conseguiram entrar na lista de finalistas.
“Portugal mostrou muita força e excelência na execução este ano. Cases como The Furmacy da FCB e Everyone Needs a Little Help Sometimes da Havas mostram a capacidade de criar e produzir histórias fantásticas. O bronze acabou por ir para um incrível spot de rádio da FCB, que, de forma genial, conta em 30 segundos o lado B de se ter um filho”, conta ao M&P o jurado a partir de Cannes.
Diego Freitas conhece bem o mercado nacional. Veio para cá aos 20 anos e passou pelas agências FunnyHow, Ray Gun e Maria Design. No Brasil foi country manager da Funnyhow, director criativo da Ponto e Vírgula e está desde 2015 na Havas Life São Paulo como director criativo. Sobre os critérios do júri de Cannes Health assegura que foram “criatividade, execução e resultados. Como as categorias são muito diversas, muitas vezes, reajustamos o equilíbrio do critério, nomeadamente cases baseados em arte ou design, por exemplo”, refere. “A melhor lição que aprendi este ano e que gostaria de passar a todos os meus colegas de profissão é que nosso trabalho sempre foi resolver problemas mas o nosso campo de actuação parece não ter fim. O grand prix de Mobile é um pequeno kit que ajuda os homens de forma rápida, privada e barata, a fazerem a contagem dos espermatozóides. É um tremendo case de problema versus solução. Fearless Girl e Meet Graham, mais do que campanhas, são símbolos que engajam pela relevância da mensagem. A criatividade parece não respeitar meios nem formatos na publicidade”
Foi aliás Meet Graham que chegou a grande prémio nos Cannes Health. “É o grand prix este ano por diversos motivos, mas fundamentalmente destaca-se pela capacidade de impactar as pessoas. Nasce de uma necessidade clara – a falta de impacto das campanhas de sensibilização do trânsito – e junta três diferentes áreas académicas para criar o Graham, um ser monstruoso que mostra o quanto somos vulneráveis quando estamos ao volante. A partir daí o projecto multiplicou-se como plataforma de estudo, reflexão e arte, tendo inclusive se transformado em conteúdo escolar na Austrália”, descreve.

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