Bareme Imprensa: DN é o único generalista a escapar às quebras nas audiências

Por a 19 de Junho de 2017

JornaisA imprensa generalista continua a enfrentar um cenário de erosão da audiência, com o Diário de Notícias a assumir-se como o único título generalista nacional a registar uma subida quer face à vaga anterior quer em relação à vaga homóloga do Bareme Imprensa. De acordo com os dados da primeira vaga de 2017 do estudo da Marktest agora divulgados, entre os jornais generalistas publicados em Portugal, apenas o título do Global Media Group foi capaz de resistir às quebras, registando uma audiências média de 3,9% (é o quinto generalista em audiência), o que representa uma subida de 5,41% face segunda vaga de 2016 e um crescimento de 2,63% comparativamente à vaga homóloga, quando tinha uma audiência média de 3,8%. O Público, quarto título em audiências com 5%, sobe 2,04% face à última vaga mas desce 1,96% quando os valores são comparados com os da primeira vaga do último ano.

Os restantes títulos generalistas não têm motivos para festejar. O Correio da Manhã mantém o estatuto de título generalista mais lido em Portugal, mas a audiência média de 11,8% registada nesta primeira vaga do Bareme Imprensa em 2017 traduz-se numa quebra de 11,94% relativamente à vaga anterior e de 10,61% face à vaga homóloga, altura em que alcançava uma audiência média na ordem dos 13,2%. Em segundo lugar continua o Jornal de Notícias, com 9,4%, uma quebra de 11,32% entre vagas e de 7,84% perante os dados do período homólogo. O terceiro generalista mais lido em Portugal continua a ser o semanário Expresso, cujos 5,7% representam também uma descida de 1,72% face à última vaga e de 10,94% em relação aos 6,4% registados na primeira vaga de 2016. O semanário Sol ocupa o sexto lugar entre os jornais generalistas, com 1,3%, resultado em linha com a vaga anterior mas que traduz uma quebra de 27,78% em relação à vaga homóloga. Já o diário I, da mesma editora, regista uma subida de 11,11% face à segunda vaga de 2016 mas uma descida também face à primera vaga do último ano (-9,09%).

Entre as newsmagazines, a Visão continua à frente, com 4,7% contra 3% da Sábado. O título da Impresa desce 11,32% entre vagas e 6% face ao período homólogo enquanto a publicação da Cofina sobe 3,45% em relação à última vaga mas desce 11,76% comparando com a mesma vaga em 2016.

Entre os económicos, os dados são ligeiramente mais animadores. O Jornal de Negócios é o líder do segmento com uma audiência média de 2,2%, valor que representa uma subida de 4,76% entre vagas e de 10% face à vaga homóloga. Já o Jornal Económico mantém a audiência de 1,9% registada nos seus primeiros números no Bareme Imprensa, que comparam com 0,6% registados em todas as vagas dos últimos dois anos pelo OJE, título que desapareceu para dar lugar ao novo semanários económico do grupo Megafin.

No segmento desportivo, A Bola segura a posição como título desportivo mais lido do país recuperada na última vaga, apesar de a audiência média de 8,1% representar uma descida de 6,9% entre vagas (tinha 8,7%) e de 3,57% quando comparada com os números registados há um ano. Segue-se o Record, com 7,4% (-9,76 face à última vaga e -11,9% em relação ao período homólogo). O Jogo, que continua a ser o terceiro do segmento, é o único a registar uma subida nas audiências, com os 5,8% agora registados a traduzirem uma subida de 5,45% entre vagas e de 3,57% comparativamente com os valores registados há um ano.

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