Cofina abandona edição portuguesa da Vogue

Por a 11 de Maio de 2017

img_274x354$2017_05_03_17_53_17_362469A edição de Setembro da revista de moda Vogue, que chega às bancas no próximo mês de Agosto, será a última editada pela Cofina. O grupo fez saber esta manhã em comunicado que, na sequência da reorganização que está a levar a cabo, e que levou recentemente ao fim da edição impressa da Flash, vai abandonar a edição portuguesa da revista de moda do grupo Condé Nast Publications, não tendo avançado para a renovação da licença. “Ao longo dos últimos 15 anos, a Cofina Media editou em Portugal este icónico título de moda e lifestyle. A Cofina Media continuará a apostar neste segmento, onde detém, entre outras publicações, a Máxima, que é publicada desde Outubro de 1988”, sublinha a Cofina em comunicado. Em causa terá estado o valor do licenciamento numa altura em que o grupo dono do Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record e Sábado, entre outros títulos, se encontra em processo de reestruturação numa tentativa de reduzir custos. De acordo o Expresso, a Vogue não deverá, no entanto, deixar o mercado português já que os direitos da edição portuguesa da revista da Condé Nast estarão a ser negociados pela Light House, editora responsável pela edição portuguesa da revista masculina GQ.

Os lucros do grupo Cofina Media fixaram-se nos 648 mil euros neste primeiro trimestre de 2017, uma quebra de 35,4% face aos resultados líquidos alcançados no período homólogo em 2016. Nos primeiros três meses do último ano, o lucro do grupo tinha chegado à fasquia do milhão de euros, tendo o mesmo período este ano sido “caracterizado por um decréscimo das receitas totais”, justificava-se no comunicado enviado à CMVM. De acordo com os resultados apresentados, as receitas operacionais sofreram uma quebra de 9%, descendo dos 22,6 milhões registados no primeiro trimestre de 2016 para 20,6 milhões nos primeiros três meses deste ano. Dois milhões a menos que não foram compensados pela descida de 7,5% nos custos operacionais, correspondentes a um corte de 1,5 milhões de euros já que os mesmos passaram dos 19,7 milhões de euros em 2016 para 18,2 milhões neste primeiro trimestre de 2017.

O segmento mais castigado continua a ser precisamente o das revistas, que vê agravado o EBITDA negativo de -373 mil euros registado no primeiro trimestre de 2016 para -538 mil euros, uma quebra na ordem dos 44,2%. Situação que se deve a uma queda de 21,9% nas receitas operacionais, de 4,1 milhões de euros para 3,2 milhões, a que nem um corte de 16,4% nos custos operacionais, que passam de 4,5 milhões de euros para 3,8 milhões, conseguiu fazer face. No comunicado enviado à CMVM, a Cofina sublinha que “no âmbito do processo de reorganização foi encerrada a edição impressa da revista semanal Flash (mantendo-se a edição online apenas), o que implicou custos não recorrentes e menos receitas comparativamente com o período homólogo do ano anterior”. A alteração explicará em parte a quebra de 24,1% nas receitas de circulação do segmento de revistas, descendo de 2,3 milhões de euros para 1,8 milhões, bem como uma queda de 32,4% nas receitas de produtos de marketing alternativo, dos 661 mil euros para 447 mil euros. A estes dois elementos soma-se uma descida de 11,3% nas receitas publicitárias do segmento, dos 1,2 milhões de euros para um milhão.

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