“É fundamental que a CMTV chegue à totalidade dos clientes de TV cabo em Portugal”

Por a 7 de Fevereiro de 2017
Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina)

Octávio Ribeiro, Luís Santana e Paulo Fernandes (Cofina) no lançamento da CMTV em 2013

A CMTV fechou o mês de Janeiro de 2017 a liderar as audiências no cabo, com um share médio de 2,5 por cento, mas o canal continua a não constar na grelha dos operadores Vodafone e Nowo. As partes envolvidas confirmam que estão a decorrer negociações para que o canal da Cofina chegue a todos os operadores. “O interesse existe e os dois operadores têm mantido contacto connosco. Ainda não foi possível concretizar esta nossa ambição, mas temos a expectativa de vir a estar logo que estejam reunidas todas as condições”, declarou ao M&P Paulo Fernandes, CEO da Cofina. “Neste primeiro mês do ano, diariamente, um milhão e meio de pessoas sintonizaram a CMTV, um número notável que valoriza todo o trabalho da equipa e demonstra a mais-valia que o nosso canal representa para o público. Apesar desta liderança, é fundamental que a CMTV chegue à totalidade dos clientes de TV cabo em Portugal”, aponta o mesmo responsável. O canal foi lançado em 2013 apenas no Meo e três anos depois chegou à NOS.
A Vodafone reforça o interesse em integrar a CMTV na sua grelha. “Por razões várias que nos ultrapassam não foi ainda possível concluir esse acordo. Percebemos a relevância da CMTV no serviço de pay TV em Portugal e tudo faremos para permitir o acesso dos nossos clientes a este canal”, refere Luís Pedro Cardoso, responsável de Serviços e Conteúdos – Unidade de Negócio Particulares da Vodafone. Do lado da Nowo, José Henriques, chief marketing officer, também confirma que a empresa está “em negociação com alguns canais de TV produzidos em Portugal, que são relevantes para os nossos clientes pelas audiências que já atingiram, como é o caso do CMTV”.
Juntas, Vodafone e Cabovisão, têm uma quota de quase 17 por cento de televisão paga em Portugal. Segundo dados da Anacom, no fim do terceiro trimestre de 2016, a NOS tinha uma quota de 43,5 por cento, a Meo de 39,4 por cento, a Vodafone de 12,2 por cento e a Cabovisão de 4,7 por cento.

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