Lisboa pode ser uma nova Silicon Valley? Uma São Francisco na Europa? Não

Por a 7 de Novembro de 2016

bruno nobreDurante os próximos três anos, Lisboa é a cidade escolhida para acolher o maior evento de tecnologia da Europa. Para Paddy Cosgrav, presidente do Web Summit, a capital portuguesa é uma cidade mágica, com muita História e uma comunidade de empreendedores brilhantes.
Por esta altura não será já novidade que Lisboa prepara-se para acolher o maior evento de tecnologia, empreendedorismo e inovação do ano: o Web Summit. E assim será, pelo menos, durante os próximos três anos. Entre 7 e 10 de Novembro, o Web Summit espera trazer aproximadamente 50.000 participantes, 7.000 CEOs e 15.000 empresas a Portugal e produzir um retorno de 200 milhões de euros para a economia nacional.
O evento, seguramente, fará elevar a reputação e reconhecimento de Lisboa, sendo também um importante marco na consolidação da estratégia em ser reconhecida internacionalmente como uma cidade incubadora de talento, inovação, conhecimento e criatividade. Mas porquê Lisboa? Por ser uma nova Silicon Valley? Uma São Francisco na Europa? Não. Apesar das diversas comparações e analogias que têm sido feitas, Lisboa tem personalidade própria e um ritmo, estilo e qualidade de vida únicos e, claro, é actualmente bastante favorável para acolher investimento.
Para Paddy Cosgrav, presidente do Web Summit, a escolha foi óbvia: Lisboa é uma cidade mágica, com muita História e uma comunidade de empreendedores brilhantes. Lisboa tem vindo a construir o seu próprio caminho no sentido de se afirmar como uma das cidades mais competitivas, inovadoras e criativas da Europa. Em 2013 a revista norte-americana Entrepeneur considerava já a capital portuguesa como uma das nove cidades no mundo a que os empreendedores da área da tecnologia deveriam estar atentos, aparecendo em 5º lugar nessa lista. Mais recentemente, em 2015, recebeu o prémio europeu de empreendedorismo atribuído pelo Comité de Regiões da União Europeia. Tudo isso são factores que certamente contribuíram para a escolha. Em conjunto com uma perspectiva real de crescimento, Lisboa é, por um lado, uma cidade dinâmica e cosmopolita, e por outro, profundamente tradicional e pitoresca, com lugares, pessoas e pormenores únicos. A seu favor acrescenta-se ainda o facto de possuir um custo de vida comparativamente baixo e a vantagem de ser considerada uma das capitais europeias mais seguras. Não é por acaso que foi eleita como o segundo melhor destino europeu de 2015 pelo Best European Destination.

Além do surf, sol e boa comida, há ainda muito mais para descobrir e oferecer a esta nova vaga de empreendedores: História, cultura, tradição, oportunidades e muito dinamismo.

Um evento destas dimensões irá, por isso, ser um importante teste à capacidade de resposta que a capital portuguesa tem em receber uma quantidade tão massiva de turistas. O impacto mais imediato será certamente nas áreas de hotelaria e restauração. No entanto, será igualmente uma oportunidade para todo o sector do turismo, assim como para as marcas portuguesas que, com o Web Summit, obtêm também uma maior visibilidade. Lisboa é, assim, a escolha acertada. Além do surf, sol e boa comida, há ainda muito mais para descobrir e oferecer a esta nova vaga de empreendedores: História, cultura, tradição, oportunidades e muito dinamismo.

Artigo de opinião de Bruno Nobre Docente e coordenador da pós-graduação em Web Design & Development do IADE – Creative University. Coordenador-executivo da Academia IADEUX.Lab.

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