As marcas têm que fazer SpeedForward

Por a 18 de Agosto de 2016

SAMSUNG CSC“O tempo é o recurso mais escasso e, a não ser que seja gerido, nada mais pode ser gerido”, afirmou Peter Drucker, guru de Gestão e pai da Administração Moderna. Esta é uma afirmação cada vez mais verdadeira, num mundo em plena revolução digital e no novo contexto de aceleração actual.
A necessidade das empresas de responderem a esta escassez do tempo e de se adaptarem à revolução digital foi, precisamente, o tema central de uma sessão de partilha de conhecimento organizada pelo Havas Media Group, em parceria com a Google. Uma sessão que surgiu da constatação de que a sobrevivência das marcas depende da sua agilidade e rapidez em antecipar e corresponder às expectativas das pessoas, ou seja da capacidade de entrar em modo SpeedForward.
Numa realidade em que o digital está intrinsecamente ligado a quase tudo o que fazemos e tudo evolui a uma velocidade estonteante, a crescente escassez de tempo provoca um aumento da exigência nos nossos critérios de escolha. Com um leque de opções de escolha mais amplo do que nunca, os consumidores ganharam uma maior capacidade de ignorar as marcas. A sua filtragem de temas é muito mais selectiva, focando-se no valor acrescentado que aportam.
As relações que se criam são extremadas, já que os consumidores podem ignorar por completo as marcas ou então serem 100 por cento fiéis. E as marcas que conseguem este grau de fidelização, conquistam um veículo muito mais poderoso do que qualquer meio tradicional.
Qual é, então, a chave para chegar aos consumidores? O marketing necessita de reforçar a sua missão estratégica de gerar valor acrescentado para a marca. Para tal, deverá ser um motor de mudança, através de três passos: chegar a melhores clientes e em escala; impactar a decisão de compra para conquistar os momentos que interessam; e conduzir a resultados mensuráveis.
Contudo, para impactarmos clientes em escala e da forma certa, precisamos das ferramentas necessárias, já que os tempos em que vivemos exigem métodos diferentes daqueles usados no passado. Por isso, as empresas precisam de evoluir, procurando inovações estruturais e não apenas incrementais. Muitas vezes, têm mesmo que reequacionar os seus modelos de negócio, até porque, novos players mais ágeis estão a revolucionar o mercado conquistando a preferência dos consumidores (ex.: a entrada da Uber e da Cabify em Portugal).
Para fazerem SpeedForward, as empresas precisam de ter uma estrutura capaz de as munir da agilidade e talento necessários para enfrentar esta mudança, o que implica investir numa infra-estrutura que apoie a inovação, definir objectivos iniciais mensuráveis, assumir um compromisso por parte dos seus líderes e envolver todos os colaboradores.
As marcas precisam de olhar para os seus utilizadores, colocarem-se no seu papel e responderem muito rapidamente ao seu feedback. Necessitam fundamentalmente de reinterpretar constrangimentos, encarando-os como oportunidades de evolução.

Artigo de opinião de Fernanda Marantes, CEO Havas Media Group

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