Impresa fecha semestre com resultado líquido de 1,2 milhões

Por a 27 de Julho de 2016

Francisco Pedro BalsemãoA impresa fechou o semestre com um resultado líquido positivo de 1,2M€, um crescimento de 82,4% em comparação com o primeiro semestre do último ano. 0 EBITDA situou-se nos 8,4 M€ (versus os 10,2M€ no período homólogo), uma margem de 8,1%, e o EBIT nos 6,7M€ (versus 8,3M€), uma margem de 6,4%. As receitas totais foram de 104M€ (-6,3%) e os custos situaram-se nos 96M€. O resultado financeiro foi negativo em 4,3M€, uma melhoria de 37,2%, e a dívida situa-se nos 196,6M€, uma redução de 4M€ em relação ao primeiro semestre do ano passado. Durante o segundo trimestre o grupo procedeu ao resgate do leasing relativo ao edifício Impresa, em Paço de Arcos, de modo, a dar-se início ao projeto de expansão, o qual irá permitir juntar todas as áreas da Impresa (Publishing e Televisão) em 2018.

Quanto aos meses Abril/Junho, as receitas totais foram de 56,6M€, uma quebra de 7,9%. Houve uma “manutenção das receitas globais de publicidade, apesar penalizadas pelo Publishing, devido aos ganhos na Televisão e no Digital; descida de 14,9% das receitas de subscrição de canais, resultantes de quedas nas áreas internacional e nacional; descida de 6,6% nas vendas de publicações e redução de 30,1% das outras receitas, nomeadamente, nos produtos alternativos, multimédia, Infoportugal e venda de conteúdos”, resume o grupo no comunicado enviado à CMVM. Os custos, por seu turno, situaram-se nos 48,3M€, menos 7,4%. “Esta redução foi beneficiada pelas quedas registadas nas rubricas referentes a pessoal, grelha, distribuição de canais e dos custos relacionados com a atividade de multimédia. De salientar que os custos operacionais foram afetados por custos de reestruturação de 0,9 M€, no 1º semestre de 2016, dos quais 0.43 M€ registados no 2º trimestre de 2016”, justifica o grupo.

Analisando por áreas, a SIC fechou o trimestre com receitas de 43,3M€ (-5,1%). A quebra sentiu-se na subscrição de canais, que totalizou 10,7M€ (-14,9%) e na Multimedia, com 1,4M€ (-31,5%). A publicidade cresceu 4%, para os 43,3M% e o item Outras para os 1,4M€ (+4,1%). Os custos operacionais situaram-se nos 34,8M€, uma descida de 7,5%, e o EBITDA nos 8,5M€.

Na área de Publishing as receitas foram de 13,2M€, uma descida de 14,6%. E, aqui, a perda foi em toda a linha: -14,7% em publicidade (para os 6,5M€), -6,6% em circulação (para os 5,6M€), -38,8% em produtos associados (para os 0,5M€) e -45,3% em Outras Receitas (para os 0,4M€). Os custos caíram 5,7%, para os 12,7M€, e o EBBITDA situou-se nos 0,4M€, uma descida de 76,1% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A área Outras, que inclui os custos de gestão e financeiros da holding e as actividades operacionais da Infoportugal e do site de fotografia e da Academia Olhares, o EBITDA foi negativo em 714 mil euros, valor em linha com o mesmo período do ano passado.

Assim, o grupo fechou o trimestre com um EBITDA de 8,2M€ (-11%) e uma margem de 14,6%. O EBIT situou-se nos 7,4M€ (-10,8%) e o resultado líquido nos 3,6M€, uma subida de 5,1%. O resultado financeiro foi negativo em 2,1M€, uma descida de 39,9% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

“Conseguimos regressar aos lucros no segundo trimestre de 2016. Estamos num caminho sólido e sustentado: os resultados líquidos cresceram 82,4% relativamente ao primeiro semestre de 2015 e continuamos a reduzir a nossa dívida. Mantemos, como é habitual, o controlo apertado dos nossos custos. O terceiro trimestre será um novo desafio, mas estamos confiantes que terminaremos o ano de 2016 a consolidar os nossos resultados e a continuar a apresentar lucros.”, diz Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo.

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