Free hugs, by Marcelo

Por a 21 de Janeiro de 2016
António Lobato Mello

António Lobato Mello

Apesar de tudo ainda vou gostando de política. É assim desde os meus 16 anos. Andava no majestoso Liceu Passos Manuel e cheguei a ter um 16 na disciplina de Introdução à Política. Outros tempos…
Lembro-me de ir à Assembleia assistir a vibrantes sessões parlamentares. Tudo aquilo era novo, bastante novo e eu gramava. Claro que hoje o desencanto é enorme. E, desde Abril 74 temos sido muito mal governados. Prefiro mal geridos, tal a importância do dinheiro na vida de qualquer país, empresa ou família. Fazendo a analogia com o futebol, a meu ver, a responsabilidade de estarmos onde estamos, ou seja, perto do abismo, é de 60 por cento para o PS e 40 por cento para o PSD. A bola é deles há 40 anos. Sim, é uma análise redutora e simplista. Mas é a minha e é nela que acredito.
Vivemos há décadas no “vira o disco e toca o mesmo”, e do “mal menor”. Assim como acredito bastante mais num espírito reformista do PSD e não num do PS. E acredito que o PSD, ao contrário do PS, porá muito mais o interesse de Portugal acima do interesse do Partido. Esta é pelo menos a minha crença e sim é discutível, como todas as opiniões. E tenho uma certeza. Este país maravilhoso merecia melhor!
As presidenciais estão aí, com duas mãos cheias de candidatos, estando nove contra um. E está aí também uma campanha sem IDEIAS, protagonizada por candidatos sem IDEIAS para um País que continua sem IDEIAS. Ou seja, assistimos todos a uma grande chatice, por duas fortes razões: já se sabe há muito tempo quem vai ganhar e cilindrar – e logo à primeira – e depois, porque os portugueses estão fartos e desiludidos com esta classe política, que tem muita falta dela.
Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) dizia que era ofensivo gastar dinheiro em campanha, fazer outdoors e encher salas com refeições pagas aos “apoiantes”. MRS pode falar assim. Ele entra-nos em casa há décadas e em prime time.
FOT6FD9 (1)MRS é um candidato 360º. Recomenda livros, fala do Sporting de Braga e comenta o Prémio Nobel. É o que o povo gosta. MRS vai a todas e toda a gente o conhece de ginjeira. O que diz e como o diz. E isso é algo que Ricardo Araújo Pereira caricaturou brilhantemente. Claro que MRS, o comentador, não precisa de campanha. E Belém, como tudo indica, vai passar a ter um PR (Public Relations) residente. Um verdadeiro Comunicador!
Ao contrário do actual que fala pouco, não tem o dom da palavra e vive lá dentro há 10 anos, MRS é um verdadeiro PR, e será PR. E de acordo com as sondagens, vai ser já no Domingo.
Quem vai ganhar Belém são as Public Relations e o engagement de MRS, com os seus “Free Hugs”.
Será interessante ver como e quando entrará em cena MRS. Quanto tempo de jejum televisivo aguentará MRS, o PR de Belém? É que, o País está muito carente a vários níveis.Desde logo, nos afectos.
Domingo, façam o favor de votar.
Um abraço.

Artigo de opinião de António Lobato Mello, publicitário

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