Quando um site não é suficiente

Por a 4 de Setembro de 2015

Paula MachadoQuando comecei a trabalhar no digital nos anos 90, um site era o supra-sumo dos sonhos de comunicação de uma empresa.
Os meus primeiros clientes eram o primeiro banco online em Portugal, um novo operador de telecomunicações, e algumas marcas de automóveis que gostavam de arriscar.
Cada uma das campanhas era especial e inovadora. Nenhum dos seus concorrentes tinha alguma vez feito algo parecido. Era ser criativo e disruptivo a cada dia.
Mas longe vão os tempos em que sugerir a um cliente o lançamento de um site era estar na vanguarda da tecnologia e criatividade. Hoje, os desafios da comunicação são cada vez maiores.
Os clientes, não só querem conhecer os produtos e serviços de uma empresa, como também querem compreender como as marcas e as empresas vêem o seu ambiente, desafios e tendências futuras. E claro, querem poder aceder a tudo isto em qualquer lugar, em qualquer momento.
A vida de uma marketer não se tornou mais fácil nos nossos dias. Ter de inovar a cada dia usando as ferramentas em utilização nos últimos 20 anos não é pêra doce.
Temos de ouvir os nossos clientes, descobrir do que gostam, o que desejam… e testar. Eu diria que testar é fundamental. Podemos ter dezenas de ideias fantásticas que não têm qualquer impacto nos nossos clientes. Temos de planear, implementar, medir e analisar os resultados. Planear de novo, implementar e medir.
Os objectivos deixam de se prender com o número de pageviews de um site, mas com comentários, as partilhas… em suma, o que importa mesmo é o feedback.
E temos de medir com ferramentas de Análise de Sentimento nas Redes Sociais, verificar as subscrições no nosso blog, guardar toda a informação no nosso repositório de dados – o CRM – e produzir os dashboards necessários para distribuir a informação.
Felizmente já temos todas estas ferramentas disponíveis!

Artigo de opinião de Paula Machado, head of marketing da Bizdirect

Deixe aqui o seu comentário