Cabide, uma revista que será ao vivo

Por a 17 de Fevereiro de 2014

Nem papel, nem digital. A revista Cabide vai ocupar durante os dias 29 de Maio e 1 de Junho o cinema São Jorge, em Lisboa. À frente do projecto está João Pombeiro, ex-director da revista Ler e ex-editor da Notícias Sábado. “A Cabide nasce da ideia de fazer uma revista, mas os tempos não estão para uma revista em papel ou com base tecnológica. A proposta é então fazer uma revista ao vivo que obedeça aos mesmos propósitos de uma revista tradicional”, refere o responsável. João Pombeiro acredita que se trata de uma ideia “inédita”. “Pelo menos não a encontrei em mais lado nenhum”, sublinha.

Apesar de remeter para início de Março mais pormenores sobre a programação, ou “índice” como João Pombeiro prefere chamar, o primeiro número da Cabide terá como ponto de partida uma pergunta relacionada com a saída da troika de Portugal. “Não é uma revista conceptual. Queremos ter temas muito concretos”, aponta.

A capa estará exposta no exterior da fachada do São Jorge. Ao longo de quatro dias haverá entrevistas, debates, conferências, ilustrações, para além de momentos de teatro e música. O grupo de colaboradores, que será em breve divulgado, é descrito como “sólido”. Luís Alegre, responsável pelo atelier Ideias com Peso, assume o design do projecto.

A Cabide pretende ser anual. “Dependendo da adesão do público podemos adoptar outra periodicidade, como a semestral ou trimestral. Podemos até vir a fazer a Cabide noutras cidades”, refere João Pombeiro. O preço ainda não está definido.

Em colaboração com o Sapo, está a ser ultimado o site, estando a Cabide já presente no Facebook e no Instagram. “O site não vai canibalizar a revista. Os conteúdos são pensados para serem vistos ao vivo”, refere João Pombeiro. Tal como numa revista em papel, a publicidade das marcas associadas estará colocada nas vitrines do São Jorge. As marcas também poderão optar por realizar acções especiais no espaço. No entanto, “seguimos o modelo de uma revista: não pode haver intromissão das marcas nos conteúdos”, remata.

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