Museu de Imprensa da Madeira inaugurado na quinta-feira

Por a 30 de Julho de 2013

O Museu de Imprensa da Madeira, que quer recuperar e mostrar o património da indústria gráfica e da imprensa da região, é inaugurado na quinta-feira em Câmara de Lobos, após um investimento municipal de 300 mil euros.

O novo espaço museológico, instalado no edifício da Biblioteca de Câmara de Lobos, é, segundo a autarquia, um “projecto inédito” no arquipélago na forma de abordar a comunicação e a imprensa, com um “considerável património histórico” tipográfico, litográfico ou cinematográfico, destacando-se “alguns equipamentos e máquinas originais dos séculos XIX e XX”.

À agência Lusa, o director do Museu Nacional da Imprensa e autor do projecto museográfico, Luís Humberto Marcos, realçou hoje a importância do investimento: “Por um lado, creio que é o primeiro museu de arqueologia industrial que se cria na Madeira; por outro lado espero que ele venha a ser um farol do turismo cultural porque, efectivamente, é através desta tipologia de instituições que se pode distinguir as regiões e atrair mais pessoas”.

Segundo Luís Humberto Marcos, “dificilmente” se encontra “nalguma parte do mundo, para além de Portugal, um conjunto de máquinas tão significativo e tão ilustrativo da evolução do equipamento tipográfico que houve desde Gutenberg até à actualidade”.

“Eu espero que este museu, para além de ser – creio que o é – o primeiro das regiões ultraperiféricas, ele pode e vai ser mais um passo significativo no edifício, que é um pouco ainda utópico, que visa fazer de Portugal o país de Gutenberg”, afirmou.

Luís Humberto Marcos justificou: “Temos, de facto, espalhado por várias cidades, um conjunto de equipamentos extraordinário e que ainda está um pouco escondido, como estava, aliás, o equipamento que agora se vai mostrar”.

O autor do projecto museográfico do Museu de Imprensa da Madeira salientou que no espaço é possível “ver os grandes sectores que marcam a história da imprensa, a fundição, a composição – manual e mecânica –, a impressão, a gravura e a fase dos acabamentos”.

O director do Museu Nacional da Imprensa, sediado no Porto, sustentou que o projecto “ultrapassa a dimensão regional”, salientando que a narrativa estabelecida no novo museu “visa homenagear as grandes figuras da história da imprensa a nível mundial”, acreditando que, desta forma, se alarga “o interesse da Madeira e de Câmara de Lobos sobre uma área que tem uma importância civilizacional extraordinária”.

O responsável adiantou que o espaço homenageia, também, a imprensa, “a partir da insígnia do primeiro jornal da Madeira”, O Patriota Funchalense.

“Mostramos dezenas dos mais de 300 jornais que a Madeira teve. Há aqui uma homenagem não só à arqueologia industrial, mas à própria imprensa, como órgão difusor do saber”, disse Luís Humberto Marques, acrescentando: “Não tenho condições para dizer se houve outra região insular com mais jornais do que a Madeira, mas mais de 300 jornais desde 1821 até à actualidade é obra que vale a pena destacar e nós quisemos fazê-lo”.

A inauguração, que esteve prevista para 04 de Julho, realiza-se às 17:30 de dia 01 de Agosto, com a presença do presidente do Governo Regional da Madeira, e o espaço abre ao público em Setembro, mês em que estará patente a exposição temporária “Gutenberg na imprensa mundial”. (Lusa)

Deixe aqui o seu comentário