Novo quinzenário Jornal Sénior chega na quinta-feira às bancas

Por a 8 de Maio de 2013

A primeira edição do Jornal Sénior, um novo quinzenário de âmbito nacional dirigido por Mário Zambujal e destinado “a pessoas que levam já décadas a ouvir os parabéns a você”, chega às bancas na quinta-feira.

Projecto editorial de Maria da Assunção Oliveira e Alexandra Abreu, financiado por Adriano Eliseu, o novo jornal vai custar um euro, terá 48 páginas e uma tiragem de 20 mil exemplares e será feito por uma equipa de cerca de 20 pessoas, contando com colaboradores como Alice Vieira, Leonor Xavier, Rui Tovar, José Vegar, Pedro de Freitas, Humberto Lopes e Luís Filipe Pereira, entre outros.

“[O Jornal Sénior] parte do interesse que há muito tempo move as pessoas que estão na base da sua criação pelo problema da chamada ‘terceira idade’, e não só, antes de lá chegarem, e têm-se dedicado ao projecto com muito entusiasmo”, disse hoje à Lusa o escritor e jornalista Mário Zambujal, director da nova publicação.

Impressionado com o trabalho que já tinham feito e com um número zero que viu mais tarde – Zambujal, de 77 anos, aceitou dirigir o jornal – regressando assim a uma redacção, “coisa que não fazia há mais de 30 anos”, desde que foi director do Se7e, em 1977 -, sugerindo apenas que as matérias nele tratadas deveriam ser também “do interesse dos familiares mais novos” do seu principal público-alvo.

Assim, explicou, o Jornal Sénior “é predominantemente de assuntos que têm que ver com saúde, com reportagens, com curiosidades, com alguma coisa de quem já pisou a barra dos 60 anos ou está perto, mas também pode ser um bom companheiro de leitura, com utilidade, para aqueles que fazem parte da família desses leitores prioritários”.

“Porque eu penso que uma pessoa não fecha os seus interesses numa determinada idade – pode ter 70 anos e ter interesse por muitas coisas que são já de uma geração muito posterior ao tempo em que era nova – e também essa relação com outras pessoas da família poderá levar-lhe alguma coisa de fresco”, defendeu.

“Há uma expressão que os meus amigos – que são todos mais novos do que eu – às vezes dizem e que eu detesto, que é ‘no meu tempo…’. É muito saudosista, muito melancólica, nostálgica, e eu acho que é a pior coisa que se pode dizer, porque o tempo de uma pessoa é o tempo da sua vida”, sublinhou.

Portanto, prosseguiu, “não queremos e não aceitamos a ideia de que uma pessoa para no tempo, para na vida quando atinge determinada idade e fica a fazer parte dessa vida que já viveu. Tem de continuar a viver com as diferenças que fazem o evoluir do mundo e das coisas”.

“Nós sabemos como a vida hoje está difícil também para os jornais – não só para os jornais, mas também para eles -e, por isso, não se pode dizer que vai ser um êxito estrondoso, não é disso que se está à espera, mas tenho a impressão de que merecerá alguma simpatia”, comentou.

Mário Zambujal revelou que o jornal terá, além de matérias mais específicas relacionadas com o seu público-alvo, “aquilo que os jornais sempre tiveram”: entrevistas, reportagens, crónicas e opinião de especialistas em áreas tão diversas como a sexualidade e o turismo, entre outras.

Na primeira edição, alguns dos temas tratados são o papel dos seniores na família, a lei do arrendamento e os escalões de IRS e haverá uma entrevista à actriz Carmen Dolores feita por Leonor Xavier.

Segundo a terminologia utilizada pelo Instituto do Envelhecimento, dirigido por Manuel Villaverde Cabral, um sénior é uma pessoa com mais de 50 anos – um dado que Mário Zambujal desconhecia e considerou curioso e que, observou, torna “mais alargada a camada populacional a que o Jornal Sénior se destina”. (Lusa)

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