Diário de Notícias da Madeira corta 28 postos de trabalho

Por a 10 de Maio de 2013

A gerência da Empresa do Diário de Notícias (EDN), proprietária do Diário de Notícias da Madeira, um dos títulos mais antigos do país, anunciou hoje a redução de 28 postos de trabalho para poder continuar a publicar o jornal.

Num comunicado disponível no sítio na Internet do Diário de Notícias da Madeira, a gerência informa que “a EDN vem-se encontrando, por conhecidas razões, em situação económico-financeira deficitária, que não foi superada apesar dos esforços dos seus trabalhadores, da redução de custos e das medidas de saneamento financeiro entretanto implementadas”.

“Deste modo, a EDN vê-se obrigada a recorrer, a partir da presente data, a um processo de redução de 28 postos de trabalho de modo a assegurar a sua viabilização e a garantir a publicação do Diário”, acrescenta o comunicado.

A 04 de Abril, a empresa informou os funcionários estar disponível para rescindir por mútuo acordo os respectivos contratos de trabalho.

Na mensagem de correio electrónico enviado aos trabalhadores, a gerência explicava que tem vindo a atravessar, “desde há alguns anos, uma grave crise económico-financeira, que piorou substancialmente no decurso do ano 2012”.

“No sentido de superar, ou, ao menos, minimizar, tal situação crítica, a EDN vem tomando diversas medidas tendentes ao aumento de receitas e à redução de custos, salientando-se, quanto às medidas de redução de custos, o acordo concluído no ano de 2012 com os seus trabalhadores para redução de horários de trabalho e salários (sendo de registar a adesão dos trabalhadores a esta medida), assim se evitando o recurso ao despedimento colectivo durante a sua vigência”, adiantava a EDN.

Garantindo que, apesar de respeitar esse acordo, a EDN não podia deixar, “face ao referido agravamento da sua situação económico-financeira, e para garantir a sua subsistência e continuidade, de tomar medidas de redução de custos com o pessoal”.

A missiva esclarecia que, para ser alcançado este objectivo, a empresa estava “disponível para negociar com os trabalhadores eventualmente interessados a rescisão por mútuo acordo dos respectivos contratos de trabalho”, sendo certo que as condições desta rescisão amigável seriam superiores às de um despedimento colectivo.

A EDN acrescentava que esta medida de redução de pessoal teria de ser “negociada e/ou efectivada em curto espaço de tempo” e estimava concluir o processo de negociação e assinatura dos eventuais acordos até ao dia 26 de Abril.

De acordo com informação da EDN, empresa que integra o grupo Controlinveste, trabalhavam no jornal, fundado em 1876, cerca de 80 trabalhadores o mês passado.

Em Abril, este matutino teve uma tiragem média diária na ordem dos 12 mil exemplares, auditada pela Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem.

A Lusa tentou ouvir a gerência da EDN, sem sucesso. (Lusa)

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