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Associated Press e The Huffington Post distinguidos com Prémios Pulitzer

17 de Abril de 2012 às 11:55:53, por Meios & Publicidade

A agência norte-americana de notícias Associated Press, o jornal The Philadelphia Inquirer e o sítio de notícias The Huffington Post foram distinguidos hoje com os Prémios Pulitzer de jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova Iorque. O diário The New York Times voltou a receber dois Pulitzer, à semelhança de 2011, pelos textos de análise de David Kocieniewski, sobre o modo como grandes corporações e grandes fortunas aproveitam “buracos” legais para fugirem aos impostos, e pelos trabalhos de Jeffrey Gettleman, sobre a guerra e a fome na África Oriental. A agência francesa France Presse, a mais antiga em actividade, recebeu o primeiro Pulitzer da sua história pela fotografia de uma criança, num mercado de Cabul, após um ataque suicida, tirada pelo repórter Massud Hossaini, de origem afegã. O regresso dos soldados do Iraque e do Afeganistão e a sua reintegração no quotidiano são comuns a algumas das reportagens distinguidas pelos Pulitzer de 2012.

O sítio de notícias na Internet The Huffington Post recebeu o primeiro Pulitzer desde a sua fundação, em maio de 2005, pelos trabalhos de David Wood, na área de reportagem nacional, sobre os desafios enfrentados por veteranos, no regresso à vida civil. Na fotografia, além de Massoud Hossaini, da France-Presse, também foi premiado Craig F. Walker, do Denver Post, pela reportagem sobre o regresso de soldados aos Estados Unidos. O jornal The Philadelphia Inquirer recebeu o prémio de serviço público pelos trabalhos sobre a violência nas escolas, que deram impulso a reformas para o aumento da segurança de professores e alunos, em estabelecimentos de ensino na Pensilvânia.

Os jornalistas Matt Apuzzo, Adam Goldman, Eileen Sullivan e Chris Hawley, da Associated Press, foram premiados na classe de jornalismo de investigação, pelo trabalho sobre o programa de vigilância da polícia nova-iorquina a cidadãos muçulmanos. O prémio para notícias de última hora foi para The Tuscaloosa, uma estação do Alabama, pela reportagem em directo de um tornado. A história de uma mulher que sobreviveu a um assalto deu ao jornalista Eli Sanders, do semanário The Stranger, de Seattle, o prémio de reportagem (“feature”) do ano. O Pulitzer do comentário foi atribuído à colunista Mary Schmich, do Chicago Tribune, o da crítica distinguiu o perito em cinema Wesley Morris, do Boston Globe, e Matt Wuerker, do jornal Politico, de Washington, foi premiado pelos seus “cartoons”.

Na edição deste ano, nenhum editorialista foi reconhecido pelo Pulitzer. O Pulitzer da melhor obra teatral foi para a escritora de origem portorriquenha Quiara Alegría Hudes, pela peça “Water by the Spoonful”, sobre um antigo soldado do Iraque. Pela primeira vez em 35 anos, o prémio de ficção literária, um dos mais aguardados no meio editorial, não foi atribuído. Manning Marable, historiador falecido em 2011, foi distinguido na categoria História pela obra “Malcolm X: A Life of reinvention”, e o prémio de biografia foi para John Lewis Gaddis, por “George F. Kennan: An American Life”.

Na área de poesia, foi premiada Tracy K. Smith, por “Life on Mars”, e o autor Stephen Greenblatt recebeu o Pulitzer na área de não ficção, por “The Swerve:How the world became modern”. O compositor Kevin Puts foi premiado pela ópera em dois atos “Silent Night”, estreada no passado mês de Novembro, na Ópera do Minnesota. Os prémios Pulitzer distinguem trabalhos de excelência na área do jornalismo, fotojornalismo, literatura e música, e são atribuídos desde 1917 pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. (Lusa)

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