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Profissionais da Antena 3 apresentam manifesto

7 de Fevereiro de 2012 às 19:24:19, por Elsa Pereira

Alguns trabalhadores da Antena 3, num total de 19, apresentaram um manifesto escrito com o intuito de “contribuir para um debate alargado em torno da influência fundamental de serviço público de rádio”, pode ler-se no documento a que o M&P teve acesso. “É com grande preocupação que os profissionais da Antena 3 assistem a estes ataques sucessivos ao papel estruturante que o serviço púbico desempenha no meio rádio, nomeadamente quanto ao papel essencial que a Antena 3 assegura, de uma forma abrangente e eclética, na divulgação de toda a música nova de qualidade, seja ela nacional ou estrangeira”, é enfatizado.

Como tal, o texto subscrito por nomes como os de Henrique Amaro, Carlos Ramos, José Carlos Alcobia, Mónica Mendes ou Fernando Alvim, apresenta 10 temas “para pensar a rádio jovem de serviço público”.

“Promover uma programação que vá ao encontro do seu público-alvo (20-45 anos), na multiplicidade de propostas culturais e musicais, valorizando a educação e o conhecimento, acompanhando as novas tendências da cultura urbana”, constitui um dos pontos-chave expressos no documento, defendendo os profissionais que, para a que a rádio seja eficaz “o intervalo de audiência deve situar-se entre os 3% e os 4% de AAV”.

Por outro lado, “a nova música portuguesa deve ser, predominantemente, o motor de divulgação do serviço público prestado pela Antena 3, cumprindo uma quota de airplay de pelo menos 50%”, é também frisado. “O caminho a seguir deve ser, portanto, continuar a trabalhar na divulgação de grupos e artistas portugueses, os quais constituem a essência da música portuguesa que fundamenta a Antena 3”. Para este leque de trabalhadores, a Antena 3 “deve ser o veículo privilegiado da divulgação da música nova, independentemente da origem, género ou estilo, abordando áreas diversas com legitimidade e credibilidade, não se limitando a seguir as tendências do mercado

Apostar no talento nacional, divulgar eventos, enfatizar matérias noticiosas que digam respeito à ciência, tecnologia, ecologia, mundo universitário, investigação, domínio das artes e cidadania, potenciar a presença da estação nas plataformas digitais e a assunção da rádio como um laboratório de ideias de programação, estimulando novos projectos dos seus profissionais são outros dos aspectos focados. O texto foi já entregue a Rui Pego, director da RDP e à Comissão de Trabalhadores da RTP.