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“Estamos a pensar apenas em 2012″, frisou Hugo Andrade

6 de Dezembro de 2011 às 21:06:40, por Elsa Pereira

Vermelho Brasil, produzido pela Stopline de Leonel Vieira, em conjunto com três produtoras, uma brasileira, outra canadiana e ainda outra francesa, e Capitão de Longo Curso, adaptado de um romance de Jorge Amado, constituem alguns dos projectos que a RTP tem marcha para 2012, no âmbito das co-produções. “Esta poderá ser uma das melhores soluções no futuro”, comentou o director de programas Hugo Andrade, referindo-se a estas sinergias. As declarações foram feitas à margem de um encontro com jornalistas para apresentar a programação natalícia da RTP1. Filmes em horário nobre e os tradicionais eventos televisivos, como o Natal dos Hospitais ou o circo, marcarão a grelha nesta quadra. Por outro lado, balanços de 2011 e previsões para 2012 irão fazer parte da oferta informativa da RTP na época natalícia, enquanto o programa Mudar de Vida “irá vestir algumas das fardas das circunstâncias próprias para a quadra”, segundo Nuno Santos, director de informação.

Para o ano que se avizinha, Hugo Andrade avançou ainda que estão a ser preparados 12 filmes de ficção nacional produzidos pela Plural Entertainment, que tratam temas sociais, a que se soma outro a emitir ainda em 2011, chamado Noite de Paz. O facto de a produtora ser detida pela Media Capital, dona da TVI, “não causa qualquer desconforto”, segundo o director de programas, revelando ainda que os cortes no orçamento para o próximo ano estão em linha com os cortes sofridos desde há três anos. Números? Não fornece em relação à RTP1, mas falou em “40 por cento de cortes” ao longo deste período no caso da RTP Memória, canal cuja direcção acumula com a da estação principal.

Fim da publicidade e Euronews

Questionado sobre a medida anunciada pelo Governo que prevê a extinção da publicidade no canal que permanecer público, Hugo Andrade limitou-se a dizer que “em Espanha, a TVE começou a liderar” desde que foi implementada política idêntica, acrescentando que “os patrocínios o os product placements serão vitais” perante esse cenário. O responsável foi parco em palavras no que concerne ao plano de reestruturação da RTP, assegurando que ainda não foi informado pela administração sobre o que sucederá. “Estamos a pensar apenas em 2012”, frisou.

Nuno Santos também se escusou a tecer considerações no que toca ao relatório sobre serviço público de televisão bem como no que se refere à suspensão do contrato do serviço em português da Euronews, por não querer “introduzir ruído” em questões de matéria política.