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SJ diz que relatório sobre serviço público “é peça inútil, ofensiva e perigosa”

15 de Novembro de 2011 às 18:57:36, por Elsa Pereira

Para a direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) o relatório do grupo de trabalho (GT) nomeado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares para definir o serviço público “pouco mais faz do que coligir opiniões de elementos do GT de apoio à privatização da RTP, mas contém expressões ofensivas para os jornalistas e propostas perigosas para a democracia”, diz, apelidando-o de “peça inútil, ofensiva e perigosa”.

Posto isto, o SJ faz saber que “considera inaceitável a alimentação da suspeita de que a RTP e a Lusa são controladas pelo Governo e desafia o grupo a demonstrar as suas afirmações ou a retractar-se publicamente”. O SJ acautela que, para o efeito, disponibiliza o patrocínio judicial aos seus associados.

Por outro lado, fala em “acantonamento da informação dos serviços de rádio e televisão em pequenos noticiários”, rejeitando esta perspectiva e “discorda da extinção da RTP Informação, da submissão da RTP Internacional à tutela dos Negócios Estrangeiros e da extinção da RTP Madeira e da RTP Açores”, pode ler-se. “O documento fica muito longe de constituir uma reflexão aprofundada e fundamentada sobre os serviços públicos de rádio, televisão e de agência, bem como um elenco de propostas sólidas para o futuro”.

De acordo com o SJ “teria sido aliás mais prático que o ministro da tutela tivesse mandado elaborar uma súmula do que está publicado”. Quanto ao serviço Internacional da RTP, o SJ repudia “a perigosa e inaceitável proposta do GT de colocação da orientação estratégica deste canal na alçada do Ministério dos Negócios Estrangeiros”, afirmando que, por outras palavras, “a RTP Internacional seria nada menos que a antena do MNE, numa espécie de reedição do SNI do tempo do fascismo!”.

Relativamente à proposta de extinção da ERC o SJ refere que “regista a atabalhoada e mal sustentada ofensiva contra a regulação”, algo que, diz, “leva a pensar se tal medida não é sugerida apenas com base em casos tidos por mal resolvidos”.