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INMA: “Queremos ser um mercado de ideias”

18 de Outubro de 2011 às 20:29:12, por Carla Borges Ferreira

Inge Van Gaal, coordenadora europeia da INMA

Começa esta quinta-feira, dia 19, a Conferência Europeia da International Newsmedia Marketing Association (INMA), encontro de dois dias que vai reunir em Cascais responsáveis de editoras de todo o mundo.

O pontapé de saída para este encontro será quarta-feira, com uma série de três conferências que antecedem o congresso, entre as quais o Dia da Imprensa de Língua Portuguesa. Carlos Magno, apontado como próximo presidente da ERC, na qualidade de professor universitário, é um dos oradores confirmados, num encontro que terminará com uma intervenção de Feliciano Barreiras Duarte, secretário de Estado com a tutela da comunicação social.

Pedro Norton, vice-presidente da Impresa, Luís Santana, administrador da Cofina, e Rolando Oliveira, vice-presidente da Controlinveste, antecedem a sessão de encerramento, num debate moderado pelo M&P.

Na quinta e sexta-feira o M&P, media partner da conferência, fará o acompanhamento em tempo real dos trabalhos.

Meios&Publicidade (M&P): Stay Ahead Of Your Audience é o tema que serve de mote para a conferência. Porquê esta escolha?

Inge Van Gaal (IVG) Durante muito tempo os jornalistas pensavam que eles é que sabiam aquilo que os seus leitores queriam e precisavam. Os comercial sempre fizeram research, “quando é que leu o jornal, …”. Mas hoje, o público decide o que quer e quando quer. É preciso saber para onde é que estão a ir a adaptarmo-nos. É como em um jogo de hóquei. Um famoso jogador disse uma vez “Eu não vou para onde a bola está, vou para onde ela vai”. Assim, é importante conhecer o público, saber o que quer, quando quer, onde quer e concentramo-nos nisso. Em empresas de notícias o público são os leitores, os telespectadores e os anunciantes.

M&P: Quais serão os pontos altos dos dois dias da conferência?

IVG: Os destaques serão de certeza alguns palestrantes, mas sobretudo toda a atmosfera de Cascais, a atmosfera do sentimento de ser capaz de libertar a mente e pensar em novas soluções, novas formas de ser criativo e ouvir os colegas.

A interacção pessoal e as pessoas explicarem umas às outras o que fazem e porque é que o fazem é o mais importante. São as pessoas que dão ideias e que podem inspirar os outros a mudar.

Temos mais de 25 participantes que apresentarão estudos de casos práticos reais, para que outras pessoas possam aprender com o que chamamos de “sessões brainsnack”: 5 ou 6 minutos, directo ao ponto, umas atrás das outras. Sessões muito intensas, muito informativas!

M&P: Qual é a maior preocupação/foco da associação neste momento?

IVG: Cada um dos nossos membros tem preocupações diferentes, porque vive em diferentes culturas, podemos trocar ideias, mas depois terão que adaptá-las à sua própria situação. A passagem do papel para o digital é o assunto mais falado. O assunto da publicidade deve ser o mais temido.

Jornais de todo o mundo acreditam nas possibilidades online, acreditam nas possibilidades móvel, mas desde que as suas receitas sejam maios é mais ou menos ok não se movem.

É muito, muito difícil fazer um produto diariamente e conseguir pensar no futuro. É muito diferente de fazer um outro produto qualquer, como sabão em pó. Eles têm meses, anos, para pensar e pesquisar, para verem do que é que o mercado gosta e se para vender o produto é melhor ter pontos azuis ou verdes. As editoras não têm esse luxo. Nós só podemos fazer diariamente o melhor produto e certificarmo-nos que o nosso público pode usá-lo, encontra uma mensagem nele e sente que as nossas notícias o ajudam a ter uma mais fácil e mais divertido.

M&P: Quantas pessoas esperam receber em Cascais?

IVG: Ao longo dos três dias teremos os principais executivos da Europa, quase 300 pessoas no total. Queremos ser um mercado de ideias. Queremos trazer os melhores produtos para os mercados locais na Europa. A conferência vai trazer alguma para todas as pessoas que lá estiverem. Vão sair todas com, pelo menos, três ideias.

 

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