Bernardo Bairrão: “Não haverá redução de efectivos na TVI e na Plural”

Por a 26 de Janeiro de 2011

“Não haverá redução de efectivos na TVI e na Plural Portugal”. A garantia é de Bernardo Bairrão, administrador-delegado da Media Capital, reagindo em declarações ao M&P ao anúncio feito ontem pela Prisa de que iria reduzir a sua força de trabalhadores em 2.500 efectivos, 500 dos quais oriundos das operações em Portugal e no continente americano.

O responsável do grupo que detém a TVI e a produtora Plural Portugal assegura que “não nos foi pedido um esforço adicional para além do que estava no orçamento”, falando em “pequenos ajustamentos”, que poderão levar a “externalização de pequenas áreas de serviços que podem ser feitas fora”. A concretizar-se essa opção, poderá assistir-se à saída de “duas a três pessoas ” de cada área, mas “não há um impacto global significativo”. Questionado pelo M&P sobre quais as áreas em que esse outsourcing poderia ser feito, o responsável da Media Capital não adiantou pormenores.

“A Prisa em Portugal não é só a Media Capital”, relembra o responsável, afirmando que o grosso da reestruturação no grupo já vinha a ser feita desde Janeiro do ano passado, atingindo o braço radiofónico (levando à extinção do Rádio Clube e à saída de 36 colaboradores), na Castello-Lopes, tendo ainda sido feito o outsourcing dos serviços de informação à Indra, que acolheu 15 elementos do grupo dedicados a esta área.

“Estamos solidários com o esforço de reestruturação do grupo em Espanha”, frisa Bairrão, adiantando que na Media Capital irá manter-se o esforço de contenção de custos, e os “custos com pessoas não são os únicos gastos que podem ser cortados. Há outros que podem ser feitos com resultados mais eficazes”.

Além da Media Capital, a Prisa tem no mercado português a área de revistas (Progresa-MCE), bem como a editora Santillana.

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