Como foi 2010 e o que pode vir aí

Por a 17 de Dezembro de 2010

Conheça dos temas em destaque na edição desta semana do M&P, a última do ano, em que analisamos alguns factos que marcaram 2010 na área da comunicação, apresentamos as agências mais premiadas e investigamos as tendências que podem marcar a área de media.

O que vai mudar em 2011?

Sobre o que o próximo ano reserva ao sector dos media muitas incertezas persistem, mas até os futurologistas mais comedidos não têm dúvidas de que o futuro será cada vez mais digital e mobile. A migração dos consumidores para o digital não dá sinais de parar, empurrada pelos desenvolvimentos na tecnologia, no desenvolvimento de infra-estruturas e dos terminais. Uma evolução que não deixa de se fazer notar em todos os sectores da indústria de media, a começar pela imprensa.

“Alguma coisa deverá ser proposta em termos do operador público de televisão”

Eduardo Cintra Torres, crítico de televisão, dá conta das ‘novidades’ que irão marcar o sector televisivo em 2010, ano em que deverá entrar em funcionamento um novo sistema de audimetria.

“Muitos media com conteúdos medíocres não resistirão a fazer-se pagar por eles”

António Granado, coordenador da redacção online da RTP, docente de jornalismo e autor do blogue Ciberjornalismo, faz um retrato das ‘promessas’ que não se cumpriram no digital e traça dez tendências de evolução para o sector.

“2011 será o ano em que as rádios musicais começarão a perceber que a concorrência digital é uma séria ameaça”

João Paulo Meneses, jornalista da TSF, doutorado em rádio, traça as perspectivas para o próximo ano para o sector radiofónico. Menos podcast e mais serviços pull são algumas das tendências referidas pelo profissional.

“O negócio dos tablets vai expandir-se e muitos periódicos acreditam que o seu futuro passa por aí”

Joaquim Vieira, presidente do Observatório da Imprensa, fala do desafio colocado pelo digital à imprensa e do potencial dos tablets para a indústria.

Facebook em todo o lado

São quase três milhões os portugueses que têm perfil na rede social que quer ser uma referência (também) na geolocalização.

Manchas na reputação

A BP e a Red Bull viram-se envolvidas em situações de gestão de crise que não correram bem.

Virais que foram realmente vistos

Com um investimento em media de zero euros, o vídeo de Natal da agência Excentric já foi visto mais um milhão de vezes no YouTube.

A era do f-commerce

Num ano em que muitas agências começaram a disponibilizar serviços para as redes sociais e as marcas entraram em força no Facebook, o M&P falou com Brian Solis para responder a algumas das questões mais frequentemente colocadas pelos marketeers nacionais. O autor do livro Engage, guru das redes sociais e criador do termo PR 2.0 esteve esta semana em Portugal para participar no Upload Lisboa.

Especial: As mais premiadas

A nata do design

Este ano a Ivity Brand Corp pode erguer os copos e brindar ao protagonismo na área do design. Um brinde com Coca-Cola e Vinho 8, projectos que valeram à agência dois grandes prémios. Também em destaque neste sector esteve a Brandia Central.

Duelo de titãs

Leo e Fischer discutiram ombro a ombro um lugar nos palcos em 2010. A primeira foi a mais premiada internacionalmente mas, por cá, foi a Fischer a dominar, tendo também roubado à Leo o título de melhor prestação portuguesa em Cannes. A Partners também mostrou argumentos.

A repetente, a revelação e a improvável

Os destaques do ano nas agências de meios vão para a Initiative e, na área digital, para a agência revelação Media Contacts. A Ogilvy & Mather é o outsider.

Quem desafia a Desafio?

Se no último ano a agência de eventos da Ativism dividiu o protagonismo com a irmã do grupo Action4, este ano o palco foi todo da Desafio Global. A agência conquistou o que havia para conquistar por cá e ainda deu cartas além-fronteiras.

Os suspeitos do costume

Tal como havia acontecido em 2009, Ministério dos Filmes e Garage voltam este ano a dividir a passadeira vermelha na área da produção de imagem.

Se o som tivesse cor podia ser… Índigo

A produtora de som liderada por Manuel Faria voltou a fazer a dobradinha nos prémios nacionais e elevou ainda mais o patamar do reconhecimento internacional.

Digital também é relacional

Num ano que marca a passagem da agência relacional do grupo BBDO a agência digital, a Proximity continua a dominar os prémios na área relacional. Mas desta vez a Ogilvy One impediu o pleno.

Venham mais prémios

Num sector onde o pleno nacional pode ser feito com uma subida ao palco apenas, a Lift voltou a ser a agência de comunicação em destaque. Lá fora esteve também debaixo dos holofotes com várias nomeações mas foi a Inforpress a brilhar.

Dividir para conquistar

Quatro prémios, quatro agências. Este foi um ano em que os principais prémios nacionais na área digital ficaram divididos. Brandia, Fullsix, Wiz partilharam os troféus de agência do ano. A Proximity ficou com o Grande Prémio Sapo.

Deixe aqui o seu comentário