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Casa Pia: Media mobilizam dezenas de jornalistas e “especiais” para leitura do acórdão

3 de Setembro de 2010 às 00:00:38, por Meios & Publicidade

Várias dezenas de jornalistas foram mobilizados pelos meios de comunicação portugueses para cobrir a leitura do acórdão do processo Casa Pia, marcada para hoje, cujas imagens serão gravadas pela SIC para transmissão em diferido.

Dentro da sala do tribunal, no Campus da Justiça de Lisboa, onde será lido o acórdão, poderá estar um jornalista de cada meio, mas quase todos os títulos decidiram enviar outros repórteres, que ficarão numa sala contígua e à entrada do tribunal para ouvir as reacções e relatar o ambiente do dia.

Todas as televisões pediram autorização para gravar a leitura do acórdão, mas foi a SIC que foi escolhida por sorteio, podendo manter uma câmara a gravar durante todo o processo, mas não podendo transmitir as imagens em directo.

“As imagens vão ser editadas e depois transmitidas e distribuídas porque a leitura da sentença contém certamente nomes de vítimas”, explicou o director de Informação da estação de Carnaxide, adiantando que foram as regras impostas pelo tribunal, mas que também fazem parte do código de deontologia dos jornalistas.

Para os jornalistas e presentes na sala mais próxima, a SIC disponibiliza a imagem em directo – num plasma instalado com esse propósito – como “uma espécie de prolongamento da sala de audiência”, referiu Alcides Vieira, sublinhando que “essa emissão em directo não irá para o ar”.

As imagens recolhidas com a câmara da SIC serão apenas do juiz relator, não podendo ser mostrados nem vítimas nem testemunhas e, depois de editadas, “serão disponibilizadas para as outras televisões enquanto o som será disponibilizado para as rádios”, disse.

As televisões foram quem mobilizou mais pessoas e meios para este processo. Da SIC, além da câmara que irá gravar a leitura do acórdão, estará um jornalista a fazer reportagem na sala (Luís Garriapa) e mais seis a sete repórteres em directo na sala contígua e na entrada do tribunal, entre os quais Maria João Ruella como pivot e Luís Filipe Carvalho como comentador especialista em Justiça.

O início da sessão para a leitura do acórdão deste processo de pedofilia está marcado para as 9:30, mas entre as 7:00 e as 11:00 a estação estará a transmitir em directo do tribunal, voltando lá ao longo do dia sempre que se justifique.

Também a RTP e a TVI vão acompanhar a leitura do acórdão em permanência.

Para o evento, a estação pública mobilizou quatro repórteres no terreno e câmaras fora da sala de leitura. Cristina Esteves, Rita Marrafa de Carvalho, Ana Santos e Margarida Neves de Sousa foram as escolhidas para relatar os trabalhos ao longo do dia, sendo que a seguir ao jogo da selecção nacional de futebol (perto das 20:00) será emitido um especial de informação, conduzido por José Rodrigues dos Santos, com alguns dos protagonistas do processo e agentes da Justiça.

A TVI também vai acompanhar todo o procedimento, tendo já esta semana preparado o evento com informação dedicada ao tema, transmitindo vários “especiais”.

Durante o dia, a estação planeia fazer vários directos a partir do tribunal, onde terá um carro de exteriores com seis câmaras e quatro jornalistas: Marta Miranda, Carlos Enes, Lisete Reis e Cláudia Rosenbush.

(Lusa)