Razões divergentes para o fim da Red Bull no Porto

Por a 7 de Julho de 2010

A etapa portuguesa da Red Bull Air Race, que estava prevista para os próximos dias 4 e 5 de Setembro no Porto, foi cancelada. A informação foi avançada em comunicado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, que diz ter sido “informada, hoje de manhã, pela Red Bull Air Race do cancelamento da prova em Portugal, evocando motivos de natureza económico-financeira ligados à crise internacional”. No entanto, contactada pelo M&P, a organização Red Bull Air Race GmbH, aponta outros motivos, referindo que “esta decisão resultou do inesperado atraso no processo que tinha como objectivo último alcançar um novo acordo para o destino da corrida. Embora o processo negocial e de apoio à iniciativa com o Turismo de Portugal e as cidades associadas de Lisboa, do Porto e de Gaia tenha decorrido de forma positiva, a organização considera que se esgotou a margem de tempo necessária para colocar de pé um evento desta complexidade, dimensão e qualidade”, justifica-se.

Questionada sobre se este cancelamento representa o fim do evento em Portugal ou se diz respeito apenas à etapa deste ano, a marca reage em comunicado através de Bernd Loidl, CEO da Red Bull Air Race GmbH, que assegura que “a Red Bull está empenhada em manter Portugal no calendário, mas devido aos atrasos verificados na procura de um acordo final fomos confrontados com a necessidade de tomar a difícil decisão de cancelar a etapa portuguesa de 2010. O tempo disponível nesta fase é escasso para planear e executar um evento de qualidade”, explica, deixando em aberto a possibilidade de acordos futuros, acrescentando o responsável que “esperamos agora continuar a trabalhar em conjunto com todas as entidades no sentido de permitir o regresso da corrida a Portugal num futuro próximo”. O M&P tentou ainda apurar em que ponto ficam os patrocínios e direitos televisivos entretanto acordados mas não obteve qualquer comentário sobre esse assunto.

Recorde-se que a corrida em questão tinha sido inicialmente anunciada para Lisboa (em 21 de Dezembro de 2009), tendo entretanto os responsáveis pela cidade de Lisboa desenvolvido contactos com os seus congéneres do Porto e de Gaia no sentido de garantir um acordo mais alargado para Portugal (que visava a organização alternada durante os próximos quatro anos).

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