Os editores europeus manifestaram a sua oposição à introdução de uma política de opt-in no que se refere à instalação de cookies nos computadores dos utilizadores. A recomendação emitida pelo Article 29 Working Party, entidade europeia que emite pareceres não vinculativos sobre questões de privacidade de dados, no documento sobre protecção de dados de Opinion 2/210 on online behavioural marketing, foi contestada pelos editores e por organismos de publicidade online considerando que a mesma é uma interpretação demasiado restritiva da directiva europeia sobre privacidade.
No entender do grupo Article 29, qualquer informação armazenada em cookies (pequenos conteúdos de texto, armazenados no computador do utilizador por um webrowser) deve ser tratada como dados pessoais e, como tal, a sua utilização deve estar sujeita a uma autorização explícita. “Esta é uma interpretação demasiado restrita da directiva ePrivacy. Se seguida pelos estados membros, irá matar qualquer hipótese dos media criarem um modelo viável de receitas de publicidade online e os nossos esforços de dar aos utilizadores um controlo efectivo sobre os cookies”, afirma Angela Mills Wade, executive director da European Publishers Council, citada em nota enviada pela EPC às redacções. “Esta opinião não leva em consideração o apoio que temos tido dos consumidores por publicidade baseada nos seus interesses, nem a mais valia que recebem através de publicidade eficaz e a acesso a conteúdos de media de grande qualidade de forma gratuita”, argumenta, por seu lado, Stephan Loerke, managing director, da World Federation of Advertisers.
A actual directiva não contempla o opt-in para os cookies.