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Edição Impressa, Opinião, Opinião :: Editorial

Erros no Facebook

11 de Junho de 2010 às 05:14:21, por Rui Oliveira Marques

A equipa comercial do Facebook esteve esta semana em Portugal para contactar com os principais anunciantes locais. Na terça-feira Diego Oliva, director comercial do Facebook para o Sul da Europa, foi o orador principal da conferência Verge, organizada pela Ogilvy, enquanto, para quarta-feira, estava agendado um workshop com Irene Cano, responsável comercial pelo escritório do Facebook em Madrid. A abordagem directa da empresa ao mercado português peca até por tardia se pensarmos que o Facebook abriu o escritório na capital espanhola no início do ano. Irene Cano prefere não adiantar os objectivos concretos para Portugal, referindo que quer, nos próximos meses, abordar os 100 maiores anunciantes nacionais (e respectivas agências de meios). O argumento de peso está nos dois milhões de portugueses já presentes nesta rede social, o que rivaliza, mesmo tratando-se de uma audiência fragmentada, com qualquer meio de massas.

Numa entrevista a ser publicada no M&P da próxima semana, Diego Oliva aponta para os dois principais erros que os marketeers cometem quando avançavam para o Facebook: seguem o modelo de comunicação da publicidade tradicional e, portanto, não estão preparados para dialogar com os consumidores e muito menos para as conversas que estes têm entre si, a propósito das suas marcas. O outro erro frequente é a obsessão em fazer tudo bem, logo na primeira acção no Facebook. Esta descrição assenta que nem uma luva ao histerismo que se instalou em alguns blogues nas últimas semanas a propósito da presença das marcas na rede social. No centro das atenções têm estado a Vodafone e a Mitsubishi por, em acções promocionais, não cumprirem exactamente as condições que limitam a presença de marcas no Facebook. A troca de argumentos foi tal que, no caso da campanha de promoção do Mitsubishi ASX, originou uma queixa, por e-mail, junto da sede da marca no Japão contra a agência de publicidade (Partners). Isto só mostra que, com a ajuda das redes sociais, o escrutínio do que se faz no meio digital é bem maior que nos meios tradicionais.