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Impresa aumenta em 12,4% receitas de publicidade

5 de Maio de 2010 às 00:01:59, por Ana Marcela

A Impresa viu subir 12,4% as receitas de publicidade no primeiro trimestre, para os 31,2 milhões de euros. A subida realça o relatório e contas do grupo ontem divulgado, contou com o “forte contributo da televisão, dos canais temáticos e da publicidade na internet”, já que só na SIC o grupo aumentou em 18% as suas receitas de publicidade nos primeiros três meses de 2010 face a igual período do ano passado.

No trimestre o grupo aumentou 10,8% as suas receitas operacionais, que se fixam nos 61,6 milhões de euros, com o contributo positivo das áreas de televisão (+13,4%), imprensa (+6,1%) e digital (+30,2%) que melhoraram os seus resultados em relação a igual período do ano passado. O grupo viu subir em 2,5% os custos operacionais “consequência do forte crescimento das receitas de multimédia, produtos associados e venda de publicações”, embora reduzindo em 3,3% os custos fixos, levando a um EBITDA positivo de 3,2 milhões de euros. A holding fecha o trimestre com resultados líquidos negativos de 897 mil euros, valor que representa no entanto uma redução de 85,2% em relação a Janeiro/Março do ano passado, altura em que a Impresa apresentava prejuízos de mais de 6 milhões. Um resultado no trimestre para o qual contribuíram custos financeiros da holding, amortizações à dívida, impostos e perdas com interesses minoritários.

Em televisão o grupo tirou as contas do vermelho, passado de mais de 4 milhões de prejuízos, para 1,1 milhões de euros de resultados antes de impostos. Para os resultados da SIC contribuíram o aumento de 13,4% das receitas operacionais, para os 39,6 milhões de euros. Um desempenho impulsionado pelo crescimento de 18,5% das receitas de publicidade, para os 21,9 milhões de euros, reflectindo “uma melhoria da performance dos targets comerciais, o crescimento do mercado publicitário e as novas fontes de receitas publicitárias”, no caso, a integração desde o arranque do ano das receitas de publicidade dos canais temáticos da SIC. “Se não contabilizássemos as receitas de publicidade geradas pelos canais temáticos, o aumento das receitas de publicidade do canal SIC teriam ficado acima dos 12%, uma performance superior à do mercado de televisão em aberto, que subiu 11,9% no primeiro trimestre de 2010”, frisa a holding. As receitas de subscrição de canais diminuem 5%, para pouco mais de 10 milhões de euros, uma quebra que o grupo explica com o facto das receitas de publicidade dos canais temáticos terem passado a ser incorporadas na rubrica publicidade. O item outras receitas aumentou 30,6%, para os 7,6 milhões de euros, fruto dos crescimentos de 72,9% das receitas de multimédia, da renovação dos programas de call TV, das receitas da mobile TV e “a recta final do programas Ídolos”, enumera a holding. O surgimento do SIC K contribuiu para o aumento de 2,2% dos custos operacionais, para os 36,7 milhões de euros, todavia, os custos de programação, realça o grupo, caíram 11,2%.

Na unidade de imprensa o trimestre marca o regresso aos resultados antes de impostos positivos. A Impresa Publishing apresenta nos três primeiros meses do ano 186 mil euros de resultados antes de impostos, enquanto em período homólogo registava prejuízos de 862 mil euros. No período as receitas publicidade descem 2,4%, para os 8,7 milhões de euros, reflexo das quebras ocorridas na área de classificados, embora a publicidade online obtenha “taxas de crescimento de dois dígitos”. As receitas de circulação aumentaram 10,9%, para os 9,2 milhões de euros, tendo as com a venda de produtos associados crescido 324,5%, para os 1,9 milhões de euros. Em quebra está o item Outras, que cai 54,4%, para pouco mais de 807 mil euros. Os custos operacionais fixaram-se nos 19,8 milhões (+2,9%) e o EBITDA nos 730 mil euros (+576,4%).

Na Impresa Digital a holding reduziu em 45% os resultados negativos da unidade, que no trimestre apresenta pouco mais de 262 mil euros negativos de resultados antes de impostos, encaixando a subida de 30,2% das receitas operacionais, para os 1,7 milhões, e embora a subida de 18,4% nos custos operacionais que se fixam nos 1,6 milhões. O EBITDA passa de 55 mil euros negativos para 91,7 mil euros positivos.