As propostas para comemorar os 75 anos de serviço público de rádio

Por a 14 de Abril de 2010

O lançamento de um livro, uma conferência e a retransmissão de programas com história são algumas das iniciativas que a RTP vai realizar ao longo de 2010 para comemorar os 75 anos da rádio pública. As iniciativas desenvolvem-se em duas vertentes, institucional e de conteúdos de antena que envolvem rádio e televisão, explicou hoje à Lusa o director de programas das antenas nacionais da RDP, Rui Pêgo. No âmbito institucional, o responsável destaca três iniciativas que, quanto a ele, são “decisivas e um bom contributo para a história da rádio e da sociedade em Portugal”. “Em Outubro terá lugar a conferência ‘A História da Rádio Pública em Portugal’, que poderá reunir pela primeira vez todos os interessados no sector e onde contamos apresentar as conclusões de um estudo qualitativo que analisa a eficácia da mensagem radiofónica e a dimensão social da rádio”, disse Rui Pêgo.

Entre as iniciativas institucionais, o director de programas destaca também o início do processo de digitalização do arquivo da rádio, “uma iniciativa notável e com impacto tremendo”, e a publicação do livro “A História da Rádio Pública em Portugal”, que está a ser preparado por uma equipa de investigadores liderada pelo jornalista Joaquim Vieira. Em termos de conteúdos, Rui Pêgo dá destaque aos programas “27 mil dias de Rádio” – que são “75 anos contados da história e evolução de Portugal e do mundo” – e “Os anos da rádio”, que “vai tentar mostrar algumas das grandes produções feitas na rádio ao longo dos anos”, ambos da Antena 1. “Na Antena 2 estamos já a emitir ‘O gosto pela música’, um programa criado em 1956 e emitido durante 30 anos, em que se conversa sobre música, vamos reemitir peças de teatro radiofónico realizadas ao longo de 40 anos e o concerto com os laureados do prémio Jovens Músicos, realizado este ano nos Açores”, revelou o responsável.

As comemorações passam também pelas antenas internacionais (RDP Internacional e RDP África) e chegam à televisão. “Numa perspectiva de projectar a história da rádio para o futuro decidimos organizar dois concertos, um em Junho, em Lisboa, e outro em Setembro, no Porto, que procuram reflectir dois períodos muito característicos da produção de música em Portugal e serão transmitidos na rádio e na Internet e gravados para serem posteriormente exibidos na RTP”, disse Rui Pêgo. Em Novembro, o canal público de televisão dedica “um dia inteiro a emissões a partir da rádio”. “Vamos mostrar a rádio por dentro, mostrar às pessoas o que geralmente não se mostra”, adiantou o director de programas. Por fim, Rui Pêgo destaca a “Grande Gala de Rádio [12 de Novembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa], um espectáculo de televisão assente na música e humor, com um cruzamento entre a memória e as novas gerações”. (Lusa)

Um comentário

  1. José Domingos

    12 de Fevereiro de 2016 at 18:19

    Este indivíduo, que dá pelo nome de Rui Pêgo, regista no seu activo o execrável troféu de ter manobrado, torpemente, enquanto Director de Programas, para fazer passar à reforma, de um modo rasteiro e por motivos ideológicos, o insigne jornalista RAFAEL CORREIA, que manteve, semanalmente, a partir da RDP de Faro, durante quase 30 anos, o saudoso e excepcional programa “LUGAR AO SUL”, facto que, na altura, gerou uma ampla onda de indignação, no enorme universo dos ouvintes fiéis desse magnífico programa, cujo principal móbil era ir registar, nos mais remotos lugares do Alentejo e Algarve, os cantares e histórias encantadores dos mais velhos, daqueles que, partindo, levariam consigo todo esse cabedal profundo da nossa cultura, que assim morreria para sempre.

    RAFAEL CORREIA era (é) comunista, por convicção de vida e de princípios, facto que não cabia no estreito horizonte mental deste figurão, que, para não variar, é retornado e faz parte daqueles que nunca conseguiram, nem conseguirão digerir a gloriosa data de libertação do povo português que foi o 25 de Abril.

    Sou, tão-só, um dos milhares de ouvintes do “LUGAR AO SUL” e, se um dia se proporcionar cruzar-me com este indivíduo, dir-lhe-ei na cara que a memória não esquece o seu acto sujo e ignóbil.

Deixe aqui o seu comentário