A agência Cunha Vaz & Associados (CV&A) apresentou uma facturação de 21,7 milhões de euros no último ano, números que são em larga medida fruto da implementação da agência de comunicação no mercado angolano. Segundo adiantou ao M&P António Cunha Vaz, presidente da agência, Angola representou 40 por cento do volume de negócios. “Angola teve dois momentos extraordinários para a CV&A, a visita do Papa e o Campeonato Africano das Nações em Futebol (CAN)”, lembra, salientando que para estes projectos contou com a colaboração da C&C e da empresa angolana Puromix. A empresa de eventos Realizar esteve também envolvida nas cerimónias associadas ao CAN. “Os restantes mercados preencheram o montante em falta e a facturação do mercado português cresceu 22 por cento”, detalha Cunha Vaz.
Já sobre as perspectivas para 2010, o responsável refere que, “como em todos os restantes sectores, o mercado angolano da comunicação vai crescer e amadurecer. Cremos que Angola representará na nossa facturação global cerca de 25 por cento o que torna aquele mercado definitivamente interessante”. Naquele mercado, segundo Cunha Vaz, a consultora trabalha as áreas de energia, telecomunicações, construção civil e obras públicas e banca. “Apenas posso dizer-lhe que trabalhamos os clientes portugueses que têm presença local, algumas entidades públicas angolanas e quanto a clientes angolanos não temos autorização para divulgar nomes”, completa António Cunha Vaz.
Leia na edição de sexta-feira do M&P um trabalho especial sobre o mercado de comunicação em Angola