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Q com Nuno Markl

26 de Março de 2010 às 19:01:00, por Ana Marcela

Q, o canal das Produções Fictícias, arranca esta segunda-feira no Meo. Com direcção-geral de Nuno Artur Silva e direcção-executiva de Gonçalo Félix, o Q vai estar disponível na posição 15 do Meo no pacote básico do serviço de televisão por subscrição da Portugal Telecom e apresenta-se como um “canal generalista, com elevado enfoque no humor”, descreve ao M&P Gonçalo Félix, mas que também toca em áreas como futebol ou cultura pop contemporânea. “Queremos ter o que anda a ser feito pelos jovens talentos”, diz o director-executivo. A How foi a empresa responsável pela identidade do canal, sendo a imagem dos genéricos e dos programas realizada pelo atelier 2034 (Marco Dias). Os cenários foram produzidos no âmbito de uma parceria com a Experimenta Design, mais concretamente por Henrique Calheta e Nuno Luz. As cerca de duas horas de emissão são divididas em três grandes blocos de programas – talk-shows, rubricas e magazines – sendo que cada dia da semana é dedicado a um tema que atravessa todos os programas. Nuno Markl e Ana Markl são os “anfitriões” do magazine que “é o único transversal em grelha”. Para um target 15-54 anos, classe ABC1, a equipa “de cerca de 50 pessoas” está a preparar uma grelha que emite conteúdos novos diariamente entre as 21h45 e as 24h, sendo que no restante período horário os conteúdos estarão disponíveis, gratuitamente, numa lógica de Vídeo-On-Demand (VOD). Enquanto faz a selecção dos programas que pretende, o telespectador visualiza um vídeo “com pequenas ficções” onde as marcas também marcam presença, afirma Gonçalo Félix. Procter & Gamble, TMN, Ford e Delta são marcas que “já estão connosco no vídeo-loop”, diz. O canal também vai ter uma presença no online, com um site próprio e com diversos micro-sites dedicados aos vários programas em grelha.

O Q tem a coordenação comercial de Bernardo Braga da Cruz, sendo a comercialização feita em conjunto com o Meo. Em termos de formatos o canal oferece os tradicionais spots de 30 segundos, bem como spots de pre-roll no VOD, propondo ainda a possibilidade de spoft sponsoring dentro dos próprios programas, tirando partido “da nossa agilidade”, já que é a equipa do canal que escreve e produz os programas. Gonçalo Félix não adianta valores de investimento, nem de retorno para o canal. Este “é um projecto a longo prazo que constitui um investimento significativo do Meo e do accionista do canal e que tem o objectivo de ser lucrativo”.