“Não tenho nenhum conhecimento sobre essa matéria”. A afirmação é de João Marcelino ontem perante a comissão de Ética do Parlamento referindo-se ao alegado plano do Governo para controlar a comunicação social. “Se existisse seria muito pouco inteligente numa democracia como a portuguesa”, argumentava o director do Diário de Notícias, até porque “todas as tentativas acabam sempre a descoberto”.
O director do DN instigou ainda durante a audição parlamentar que seja criada legislação que proíba os directores de informação de serem simultaneamente administradores das empresas que detêm os títulos evitando-se uma confusão de interesses. “Em sede de revisão de leis, [os deputados] têm que ter em atenção este ponto e proibir que o director de um jornal seja membro do conselho de administração da empresa que o detém, por ser incompatível”, diz.
O responsável afirmou ainda que nem o Diário de Notícias nem o grupo que detém o jornal, a Controlinveste, foram privilegiados na distribuição de publicidade do Estado, negando a informação avançada em Novembro pela revista Sábado. “Foram lançadas dúvidas de forma pouco correta” mas “a publicidade do Governo não só não beneficia o DN como não beneficia a Controlinveste”, sublinhou Marcelino, classificando o trabalho da newsmagazine como uma “insinuação” que “não tinha razão de ser, era maldosa”.
Baldaia nega ter sido convidado a dirigir TVI
Paulo Baldaia, director da TSF, outro dos nomes ouvidos hoje na AR, negou ter sido convidado para dirigir a TVI. “Sobre a notícia do Sol, em que um administrador da PT referia o meu nome como escolhido para ir para a TVI, tenho a dizer que nunca na vida estive para ser director da TVI”, afirmou Paulo Baldaia.
O director da TVI ia já tinha desmentiu a notícia, num e-mail interno divulgado na rádio, garantindo que nunca esteve para ir para a TVI e assegurando que iria avançar com um processo judicial.
(Lusa)